Categoria Consumo consciente

porFernando Pinheiro

Como obter até 90% de desconto em dívidas

Nesta matéria, mostrarei algumas opções em obter descontos em dívidas, bem como a relação que estes descontos têm com sua situação financeira. Meios de minorar a possibilidade de endividamento também serão descritos, a fim de evitar o dissabor deste constrangimento que implica tanto na qualidade de vida do brasileiro.

Quais tipos de dívidas podem obter o desconto?

Praticamente todos os tipos de dívidas podem obter descontos de 50, 60, 70, 80 e até 90% por meio dos mecanismos que vou descrever a seguir. As dívidas podem ser de imóveis, financiamentos de carros, limite de cheque especial, empréstimos, consignados entre outros.

Quais os meios mais comuns de resolução deste litígio?

Os meios mais comuns, via esfera administrativa, para resolver problemas de ordem financeira são os mecanismos propostos pelas próprias financeiras, bancos ou empresas de telefonia, por exemplo, caso as dívidas forem nesta área.

Método 01: por meio da própria empresa a qual contraiu a dívida

Caso tenha dívida com um banco específico, basta digitar o nome do banco no Google e colocar a frase seguinte: “renegociação” e logo irão aparecer as opções, via Internet, de logar no banco em questão e verificar as opções de negociação ou renegociação disponíveis.

Método 02: por meio de “feirões limpa nome”

Há diversas empresas atualmente as quais conseguem, por meio do cadastro público de inadimplentes e acessos aos registros no Banco Central, o qual detém a situação do CPF de cada brasileiro, diminuir bastante as dívidas no referido CPF, especialmente se a empresa a qual a dívida se mantém disponibilizou alguma renegociação. É o caso do SERASA, por meio deste link: https://www.serasa.com.br/limpa-nome-online/.

Método 03: por meio da consulta de um contador ou advogado

Embora os administradores de formação consigam avaliar a situação financeira da pessoa, dadas as receitas, despesas e outros fatores, os contadores e advogados possuem meios específicos e assertivos de resolver litígios desta natureza, solicitando extratos e documentos que possam ensejar resolução judicial, em especial se o atendimento das empresas prestadoras de serviço, de qualquer natureza, forem falhos e insuficientes.

Quais tipos de empresas são mais propícias a acordarem com os descontos?

Grandes empresas de telefonia e bancos são aquelas as quais possuem estrutura e processos ágeis para resolução de conflitos, seja por meio do próprio website da empresa ou via 0800. Embora sejam justamente aquelas as quais mais aparecem encabeçando a lista de reclamações pelo consumidor, em geral, com menos de 6 meses a 1 ano a maioria dos problemas podem ser resolvidos, em especial se o caso for de pequena monta, relativo a pessoas físicas. A lista das empresas com mais reclamações podem ser acessada aqui:

São Paulo: aqui https://www.procon.sp.gov.br/procon-sp-divulga-empresas-mais-reclamadas/

Brasília: http://www.procon.df.gov.br/reclamacoes-fundamentadas-2020/

Paraná: http://www.procon.pr.gov.br/arquivos/File/Cadastro_geral.pdf

Quais são as formas de quitação das dívidas ou diminuição drástica deste passivo?

Com a popularização do PIX, uma vez a dívida sendo negociada via Portal da empresa a qual a dívida foi contraída, ou por meio do Portal de “feirão limpa nome”, basta o cliente ter aplicativo do seu banco para pagar os respectivos boletos via PIX.

Às vezes ocorre a reversão da dívida, ou eliminação do cadastro de inadimplentes por inclusão indevida, ou cobrança abusiva, sendo a dívida extinta sem o pagamento em dinheiro, mas estes são casos específicos que devem ser analisados por peritos citados acima, não formam a maioria ou processo natural das coisas.

Que relação a diminuição das dívidas possuem com a saúde financeira familiar?

O montante das dívidas têm relação direta com a saúde financeira familiar do indivíduo, uma vez que, contabilmente, elas podem drenar todas as receitas do indivíduo, independente da quantia que este venha a ganhar. As dívidas têm o fator de aumentarem com o tempo quando não pagas, devido ao fator do juro composto, o que pode se tornar um pesadelo, diminuindo as experiências que agregam na vida da pessoa, como viagens, aquisição de bens, bem como não permite a correta administração daquilo que a pessoa já possui em sua competência, como veículos, imóveis ou empresas, seja por falta de pagamento de impostos ou simples manutenções.

Como diminuir as probabilidades do monstro das dívidas assombrar nossa vida financeira?

O correto entendimento de educação financeira ajuda muito no processo, planilha de receitas e despesas com lançamento semanal de cada item gasto ou recebido, leitura de livros na área, blogs e fóruns, investimento na capacitação profissional, ainda que aparentemente “cara” no momento presente, pode trazer bons frutos em um futuro próximo, diminuindo as probabilidades de endividamento na medida em que as receitas aumentam.

O conhecimento de si mesmo, é um fator que corrobora neste processo na medida em que a satisfação de gostos pessoais pode ser mais recompensadora do que aquisição de grandes e comuns bens bens de luxo.

Conclusão

As dívidas são comuns na vida de qualquer pessoa, embora o ideal seja comprar todo e qualquer bem à vista, o parcelamento de um ou mais bens somados com inadimplência de uma parte destes bens pode se tornar um pesadelo, no entanto, educação financeira, conhecimento técnico e bom assessoramento podem minimizar os riscos de perdas significativas, a quitação total destas dívidas ou redução destas dívidas por meio de descontos, implica em melhora da qualidade de vida das famílias.

fonte da imagem: by Karolina Grabowska from Pexels

porFernando Pinheiro

10 erros mais comuns ao utilizar crédito pessoal

Abaixo segue uma lista simples, que serve como lembrete, dos erros mais comuns na utilização do crédito pessoal, o qual pode se tornar um verdadeiro pesadelo para as famílias brasileiras.

1 – Não usar o crédito: crédito é uma bênção, desde que usado dentro do limite de orçamento, da capacidade de pagamento; possibilita desfruto de produtos e serviços que estariam inacessíveis sem ele;
2 – Emprestar nome a terceiros, mesmo para bons e velhos amigos;
3 – Decidir por impulso;
4 – Não pesquisar antes de comprar em pelo menos 3 empresas concorrentes, ou por sites como buscapé ou 1000 milhas os quais buscam por centenas de sites e lhe entregam o preço mais baixo cotado;
5 – Não ler contratos;
6 – Usar cheque especial;
7 – Usar crédito rotativo do cartão;
8 – Permitir acúmulo de dívidas;
9 – Esperar caducar uma dívida, a lei permite que seu nome saia das listas do SPC e SERASA, depois de 5 anos, mas se o credor entrar na justiça e o juiz entender por bem, você pode ter de vender seus próprios bens para quitá las.
10 – Não manter em mente uma porcentagem limite de endividamento. São felizes aqueles que tem compromissados apenas 30 ou 40% de sua renda com contas fixas e correntes.

Conclusão,

Ao ler os erros mais comuns sobre a utilização do crédito a tarefa pode parecer simples, no entanto, muitas vezes nos esquecemos destas pequenas diretrizes, em especial por não atentarmos que somos criaturas essencialmente baseadas em emoções, isto é, muitas de nossas decisões são realizadas não porque realmente analisamos todos os prós e contras de uma determinada compra ou aquisição de crédito, como parece, mais sim por fatores emocionais. Um livro bacana neste sentido que li ha algum tempo é o livro de Robert Cialdini o qual ensina como ser persuasivo sem se deixar influenciar.

porFernando Pinheiro

Educação Financeira: conheça o tripé que a sustenta

Nesta matéria irei elencar o que poderia ser chamado de O Tripé da Educação Financeira, mostrando o que cada uma significa e como estas estão entrelaçadas entre si.

A questão de economizar foi amplamente discutida neste blog, esta pode ser verificada aqui, aqui e aqui.

Para enfatizar, é bom lembrar que, sem nenhum tipo de poupança, ficamos literalmente reféns de situações indesejadas como não poder pagar as contas, realizar uma comemoração, satisfazer pequenos mimos quiçá realizar sonhos, portanto, este fator é imprescindível e compõe uma das pontas do tripé.

Portanto, economizar, além de um comportamento sábio, evita frustrações e incômodos.

Outro fator é investir, pois somente guardar dinheiro, ainda que seja algo nobre e prudente, pode ser sinal de ignorância, uma vez que, dependendo de onde se guarda as reservas elas se deterioram, pois o fator da inflação corrói o poder de compra do indivíduo, sendo este obrigado a colocar suas reservas em investimentos que tendem a superar a inflação, como ações, fundos imobiliários e títulos públicos com juros semestrais.

Outra ponta do tripé é o fator gastar, pois, mesmo que haja pessoas advertindo para não gastar, isto jamais ocorrerá na Terra, uma vez que, assim como uma moto ou carro precisa de manutenção, as quais envolvem custos, também o corpo, para satisfação de suas necessidades básicas – ainda que o básico seja diferente de pessoa para pessoa – precisa, invariavelmente gastar. Agora, gastar com sabedoria, cujos desejos e satisfações poderão te levar a experiências enriquecedoras, juntamente com quem ama ou mais precisa, dá outro norte ao fator gastar, deixando-o nobre e expansivo.

Podemos colocar a imagem, em vez de um tripé, um ciclo, onde aqueles que conseguem viver abaixo de suas rendas, conseguem, ao mesmo tempo que gastam, investir. Ora, como uma pessoa conseguirá gastar sem ter renda ou uma renda que não consiga suprir suas necessidades? Há indivíduos que, ainda que haja mecanismos legais que suprimem a possibilidade de alguém gastar mais que 30% de sua renda, conforme verificamos nesta lei:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1950-1969/L1046.htm, cujo artigo 21 é expresso: “A soma das consignações não excederá de 30% (trinta por cento) do vencimento, remuneração, salário, provento, subsídio, pensão, montepio, meio-sôldo, e gratificação adicional por tempo de serviço.”

Ocorre que, boa parte dos brasileiros se endivida acima deste teto, com a somatória dos cartões de crédito e outros produtos financeiros.

Desta forma, economizar, gastar e investir se torna, portanto, um ciclo para poucos, um ciclo virtuoso.

Mas como fazer com que o tripé economizar, gastar e investir se torne realidade?

Uma das melhores maneiras para tal é o investimento na Educação, em especial na Educação Financeira, como um remédio de longo prazo. Há quem diga que o fator investimento se torna uma realidade, de verdade, para aqueles que tem renda acima de R$10.000,00 e não sou contra tal ideia, uma vez que com rendas inferiores a pessoa pode e deve testar investimentos, até onde consiga se aproximar deles, mas não verá muitos resultados enquanto não conseguir rendas superiores, uma vez que é notório que o rendimento dos investimentos seja proporcional ao volume do capital investido.

Conclusão

O tripé, que poderia ser chamado também de ciclo economizar, investir e gastar, é, na verdade um ciclo de prosperidade, que está restrito aqueles que tem educação financeira. O tripé não é uma resposta definitiva para uma vida abundante, até porque, como foi visto, a renda do indivíduo interfere principalmente no quesito investir o qual é tem relação direta em seus investimentos, podendo se mostrar com altos rendimentos ou até mesmo nulos.

 

porFernando Pinheiro

Educação Financeira: aprenda a economizar com bom orçamento doméstico

Aprenda a Economizar com uma boa Gestão do Orçamento Doméstico. Não deixe que seu rico dinheiro seja gasto em coisas que não importam, ou te afastam do controle das finanças.

 

Você já deve ter reparado que é uma falta de etiqueta, falta de informação e capacitação julgar uma pessoa pelas suas roupas. Quantos vendedores se enganam com clientes que, ao entrar em uma loja com roupas simples, estes imaginam que não têm dinheiro para gastar na loja e os tratam de qualquer maneira, às vezes direcionando sua atenção para pessoas que têm aparência mais luxuosa ou de requinte.

Pobres tolos, há uma frase americana que diz: “quanto maior o chapéu menor o gado”, pois ilustra que as aparências enganam.

Nos dias atuais gastamos mais com nossos pares de tênis do que nossos avós gastavam com carros.

A fim de aumentar a consciência sobre os gastos, melhorar a educação financeira, o que também poderíamos chamar de escolhas ou compras inteligentes, devemos fazer algumas perguntas para nós mesmos, como uma reflexão:

Quanto eu tenho gasto com alimentação no último mês? este ultrapassou a média dos últimos três meses? Quanto eu gasto com transporte? minha renda mensal suporta tranquilamente meus gastos nesta área? eu tenho poupado ou investido ao menos 10% de minha renda mensalmente? eu tenho separado uma parte de minha renda para fazer aquilo que gosto, como uma forma de me motivar a continuar trabalhando e gerando riquezas por onde passo?

Estas são algumas perguntas que somente poderemos responder se tivermos em mãos um orçamento doméstico, ainda que básico.

Não há uma receita clássica, final para um orçamento, no entanto, há 5 características básicas que todo bom orçamento doméstico precisa apresentar:

1 – Deve conter ao menos duas colunas: uma de receitas e outra de despesas, e, nas linhas as quais as duas colunas apresentam lançar os itens que pertencem a cada uma das colunas, por exemplo, salários para a coluna de receita e conta de luz, para despesa.

2 – Precisa ser alimentada com certa frequência, de forma ideal, semanalmente, para isso, basta coletar, a cada compra, os recibos e guardar na carteira, a fim de lançar aos finais de semana. Se ficar muito maçante, basta fazer estes lançamentos mensalmente, o que ficar melhor

3 – Ao final de cada coluna, digamos 15 linhas, para cada uma deve haver um total, isto é, qual o total das receitas e qual o total das despesas. A diferença destas colunas irá mostrar como andou seu orçamento mensal, se gastou mais do que ganhou ou se ganhou mais do que gastou, certamente, a meta é que a coluna das receitas seja maior do que a das despesas.

4 – Não se preocupe em criar uma linha da coluna para cada item que comprar, basta categorizar esta planilha com 5 ou 6 grandes áreas como alimentação, moradia, transporte, lazer, saúde e investimentos, por exemplo.

5 – Procure usar a criatividade para acrescentar outros itens que se relacionam com o orçamento doméstico, como por exemplo uma meta de um investimento, meta de itens a realizar durante o ano, alguma experiência a realizar em família ou com amigos.

Cuidado com o orçamento doméstico para não cair no erro: “puxa vida, agora tenho que CONTROLAR cada centavo que gasto, como seu que não sou bom com números não irei nem mesmo começar com isto!”

É o típico erro de pensar tudo ou nada, branco ou preto, arrumando desculpas ao jogar para os extremos.

Àquele que deseja perceber um aumento das economias e investir conscientemente, além de ter quitado praticamente todas as suas dívidas ou reduzí-las a ponto de não mais se tornar um pesadelo ao longo de todos os meses, faz muito sentido tomar as rédeas de seus hábitos e comportamentos de consumo, o que não significa, necessariamente deixar de tomar um café na padaria, fazer uma viagem intermunicipal ao menos uma vez ao mês ou tomar um sorvete com a namorada num sábado a tarde.

É consumir aquilo que realmente importa, tendo plena consciência da utilidade e benefício do item. Esta semana conversando com pessoa bem próxima que assistiu minhas aulas presenciais no ano passado veio até mim e disse: eu iria, por impulso comprar uma TV maior e nova, no entanto, após ouvir você falar de consumo consciente, resolvi adiar alguns dias a compra da TV, mais tarde, mudei de decisão e acabei comprando uma moto, pois esta me traria mais agilidade, velocidade fazendo com que eu realizasse mais coisas em menos tempo, algo que a televisão não poderia fazer, aliás, eu teria pouco tempo para ficar em frente à TV”

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Decisões como a citada acima não incluiu comprar um item de menor valor ou ainda deixar de comprar, pelo contrário, com um orçamento equilibrado e receitas advindas de trabalho honesto, esta pessoa, por meio de consumo consciente resolveu optar por um item mais caro, porém, este item iria trazer mais liberdade de ir e vir, de possibilitar trabalhar mais disposta entre outros benefícios que iriam superar e muito os benefícios da TV, mesmo sabendo que uma televisão hoje traz tantos recursos como um computador.

Outro dado interessante sobre o consumo inteligente, que ultrapassa a barreira daquilo que queremos ou não comprar é a questão da compra pelo inconsciente coletivo.

Como o inconsciente coletivo deteriora nossa educação financeira?

O inconsciente coletivo pode ser definido com um conjunto de escolhas e percepções invisíveis que não dependem somente das nossas próprias escolhas, mas são motivadas pelo desejo de pessoas as quais convivemos proximamente como vizinhos, colegas de trabalho e outras pessoas que habitam na cidade onde vivemos.

Há um estudo científico publicado pela New England Journal of MedicineThe Spread of Obesity in a Large Social Network over 32 Years –  mostrou que há uma tendência maior das pessoas se tornarem obesas dependendo da quantidade de pessoas obesas que a cercam, sejam pais, primos, vizinhos filhos ou amigos mais próximos. Por exemplo o estudo mostrou que as chances de uma pessoa se tornar obesa aumentam 57% se esta tiver um amigo que se tornou obeso em um determinado espaço de tempo. 

Não é incomum vermos certos círculos de amizade ou colegas de trabalho vestindo o mesmo tipo de roupa, ou utilizando os mesmos meios de transporte. Há quem diga que somos a média das cinco pessoas que mais convivem conosco, inclusive em termos de renda. 

“Ok, mas o que isso têm a ver com consumo inteligente?” o estudo reflete que não só que devemos “filtrar nossas amizades” e pessoas as quais convivemos mas, por que não auxiliar a influenciar positivamente as pessoas que nos cercam, em especial se estas demonstrarem interesse no assunto?

Três outros itens válidos a comentar sobre o consumo consciente, que impactam nossa inteligência financeira são:

01 – Realizar orçamentos para a compra de itens de consumo. Parece básico fazer isto, mas quantos de nós seguramos o impulso de comprar imediatamente um item para, somente alguns dias mais tarde, após consultar em pelos menos 3 lojas diferentes, inclusive pela internet,  finalmente optar pela melhor escolha? muitas vezes o item é o mesmo, marca, modelo, versão, apenas o nome do vendedor e nome da loja mudou, mas o preço pode ter apresentado, 10, 20 até mesmo 30% de desconto, não raro encontra-se por descontos ainda maiores, vale a pena.

02 – Diferenciar aquilo que é essencial, básico e do supérfluo, embora estes itens em si possam diferenciar de indivíduo para indivíduo, de acordo com a renda e hábitos de consumo, ainda assim, para cada um destes, um pouco de reflexão não irá atrapalhar na hora das compras, basta fazer a si mesmo as perguntas: isto realmente é necessário comprar agora? não posso aguardar alguns dias? eu preciso deste item pois ele irá me trazer alguma vantagem ou utilidade em meu trabalho ou no dia a dia ou após alguns dias ou meses irei guardá-lo no meu guarda-roupa ou estante para nunca mais usar? perguntas como estas fazem toda a diferença

03 – procurar pagar pelos itens de consumo à vista, realizando tal proeza, pode-se conseguir verdadeiras barganhas, descontos e até meios de pagamentos diferenciados, não raro, encontramos situações de pessoas que vendem casas, apartamentos ou terrenos pela metade do preço inicial para aqueles que têm a habilidade e controle emocional para guardar quantias equivalente. Vale e muito a pena.

Conclusão

Podemos concluir que a Educação Financeira só é completa com uma boa gestão de gastos, dito de outra forma, com bom orçamento doméstico, alinhado a consumo consciente, além de entender os fatores que nos influenciam negativamente como o meio social o qual estamos inseridos. Fique ligado em nossas próximas matérias e se inscreva para recebê-las em seu e-mail.

 

Artigo de livre tradução e adaptação do livro “I will Teach you to be rich” de Ramit Sethi

porFernando Pinheiro

Você é frugal? 18 coisas que pessoas frugais fazem

Ser “pão duro” ou “mão de vaca” é diferente de ser frugal, a pessoa frugal consome com intenção e razão, em vez de optar por comprar por impulso e por modismos ou costumes, veja abaixo 18 coisas que, sendo frugal, há muitas chances de você ter feito ou que ainda irá fazer

Muitas pessoas optam por ser frugal por diferentes razões. Talvez eles tenham sido criados para viver uma vida frugal, por isso é uma segunda natureza para eles. Talvez sejam conscientemente frugais e estejam economizando para pagar em dinheiro por uma casa, ou tenham um filho prestes a ir para a faculdade. Talvez eles simplesmente não vejam nenhum outro motivo para ser nada frugal.

Seja qual for o motivo, as pessoas frugal têm essas coisas em comum, todos sabem que cada centavo conta e sabem para onde estão indo todos os centavos. Então, como você é frugal? Pronto para descobrir?

Leia a lista abaixo e veja quantas coisas econômicas você já está fazendo ou que novas maneiras de adicionar ao seu estilo de vida já econômico.

 

1 – Você corta contas sempre que possível. Nem todas as contas podem ser negociadas, mas as que podem, negociar. Ligue para o seu provedor de serviços a cabo e faça com que eles abaixem sua conta ou, melhor ainda, mude para a Netflix. Se você usar seu telefone celular quase exclusivamente, deixe o telefone fixo. Ligue e veja quais planos existem para o seu telefone celular e pergunte se você consegue um acordo melhor. Alguns minutos no telefone com um agente útil podem economizar seu dinheiro. Existe algo que você possa fazer com o seu seguro de carro para reduzir essa conta?

2 – Você planeja refeições e come em casa. Apesar de pegar algo rápido enquanto você está fazendo recados, as pessoas frugais comem antes de sair de casa. Eles também planejam suas refeições, fazem compras em seu plano de refeições e depois comem em casa. Ceder à tentação não é algo que eles costumam fazer quando se trata de dinheiro. Em vez de ir para o fast food, mantenha um recipiente de lanches no carro que possa acalmar os famintos até você voltar para casa.

3 – Você procura ofertas e usa cupons. Na maioria das vezes, as lojas em que você compra têm cupons e códigos de desconto aguardando para serem usados. Adquira o hábito de comprar apenas itens que você possui cupons e que estão à venda. Depois de guardar a despensa com grampos, compre os folhetos de vendas e acompanhe suas economias. Sempre verifique seus recibos quanto a erros.

4 – Você come sobras. Para algumas pessoas, as sobras estão fora do radar. Mas esta é uma dica simples, mas importante, para manter seu orçamento de alimentos sob controle. Crie novas refeições com alimentos já preparados – um assado restante pode ser triturado e transformado em sanduíches de churrasco. As fatias frias de pizza podem ser atualizadas com queijo ralado e outras coberturas, colocadas no forno por alguns minutos, e elas parecem novas. As pessoas frugais costumam fazer comida suficiente para fazer duas refeições em uma. Comer sobras economizará tempo e dinheiro.

5 – Você não se importa de comprar coisas usadas. Torna-se fácil comprar itens usados ​​quando você percebe quanta marcação é adicionada a itens novos. Conheça as pessoas que trabalham no brechó local e informe o que você está procurando. Use roupas velhas de maneira criativa – adicione tecido ou renda a um par de calças ou troque os botões datados para usar na moda em um cardigã vintage. Quando você olha para a quantidade de dinheiro que economizou, o fato de o item ser usado não é mais importante.

6 – Você se lembra do ditado,  “ veja um centavo, pegue-o; o dia todo, você terá boa sorte. ”Pessoas frugais fazem. Lembre-se,  cada centavo conta. Não jogue esses cobres – coloque-os em uma jarra e economize para um tratamento especial. Mesmo economizando alguns dólares extras por mês com o que você economizou ao baixar a conta telefônica, isso aumenta.

7 – Você compra por necessidade, não por hobby. Não há uma recompensa de longo prazo nas compras apenas para gastar dinheiro; no entanto, há uma recompensa de longo prazo quando se trata de economizar dinheiro. Encontrar um hobby que seja barato ou gratuito é fácil se você estiver aberto às possibilidades.

8 – Você troca serviços com amigos. Talvez você possa trocar serviços de babá para poder fazer compras sozinho ou sair com seu marido durante a noite. Os serviços de negociação são gratuitos e gratificantes ao mesmo tempo. Você está ajudando os outros enquanto economiza dinheiro.

9 – Você leva seu almoço para o trabalho. Você ficará surpreso com a quantidade de dinheiro que economiza trazendo o almoço de casa. Aprenda a dizer não aos pedidos de almoço no trabalho. Se o seu raciocínio para comer fora todos os dias tem a ver com fugir do escritório, leve o seu almoço caseiro e vá para o parque local. Ter uma mudança de cenário é gratuito. Você pode economizar centenas de dólares por ano apenas seguindo esta dica.no pagamento automático.

10 – Você cria uma lista de compras e compra apenas o que está na sua lista. Tornar-se mais intencional com o seu dinheiro é mais fácil quando você compra apenas o que está na sua lista. Comprar apenas o que está na sua lista é desafiador no começo, mas depois de algumas vezes esquecendo itens, você se sentirá mais intencional com a elaboração da lista (uma observação: se você encontrar um acordo de estoque para um item que você usa regularmente , aproveite essa oferta).

11 – Você sabe que tempo é dinheiro. Pagar por um serviço em vez de fazer você mesmo às vezes é mais econômico. As pessoas são hábeis em diferentes áreas. Se essa torneira com vazamento agora é uma cachoeira imparável, é hora de ligar para o encanador.

 

12 – Você compra a granel quando o preço unitário é mais caro. Verificar o preço unitário é sempre uma boa ideia. O contêiner de menor tamanho não é exatamente onde você sempre obtém o melhor retorno possível. Alguns itens são muito mais baratos para comprar a granel. Um bom exemplo são os produtos de papel.

13 – Você conserta as coisas. Fazer uma pequena pesquisa sobre reparo x substituição pode economizar muito dinheiro. Mais uma vez, substitua a peça de borracha, não a torneira inteira, é muito mais barata. Um cortador de grama antigo pode durar muitos anos trocando as velas e os filtros. Explore as opções de reparo antes de comprar um substituto.

14 – Você encontra maneiras de se divertir em casa, em vez de sair todo fim de semana. Alugar um filme e assisti-lo em casa, em vez de levar toda a família ao cinema, economizará muito dinheiro. Encontrar maneiras de se divertir em casa é uma ótima maneira de ser frugal.

15 – Você não é casado com marcas. Depois de comparar ingredientes, geralmente a marca da loja tem os mesmos ingredientes que uma marca principal. Pessoas frugais estão dispostas a experimentar a marca da loja. Se um produto é usado como ingrediente em um item cozido, você pode nem provar a diferença.

16 – Você está sempre procurando maneiras de ser ainda mais econômico. Pessoas frugais estão sempre ouvindo e tentando coisas novas, desafiando-se a economizar ainda mais. A busca pela economia é tão emocionante quanto a própria economia!

17 – Você não compra coisas para impressionar as pessoas. Dave Ramsey tem um ditado: “Nós compramos coisas que não precisamos com dinheiro, não temos que impressionar as pessoas que não gostamos”. 

18 – Você transforma itens indesejados / não utilizados em dinheiro. Decluttering é uma mina de ouro, quando você transforma seus itens indesejados em dinheiro. E hoje em dia estar prestes a vender on-line é muito mais fácil do que realizar uma venda de quintal. Venda no, eBay, Mercado Livre ou OLX.

19 – Você planeja o futuro e estabelece metas que podem ser obtidas. Pessoas frugais estão sempre trabalhando em direção a objetivos específicos. Eles sabem onde planejam estar em cinco anos. Crie um plano de cinco anos e divida-o em etapas possíveis. Você consegue fazer isso!

E a lista não para, seja criativo e aumente esta lista em suas escolhas de consumo consciente, compartilhe conosco o que tem feito neste sentido!

porFernando Pinheiro

Como sair das dívidas

Por esse pequeno tutorial, saiba como sair das dívidas de maneira organizada e sem estresse. Conheça alternativas de quitar dívidas com até 90% de desconto!

Fazer dívidas é algo normal para qualquer pessoa que esteja economicamente ativa, trabalhando, até porque, de maneira ideal, que seria pagar todos os itens à vista, seja qual for o tamanho do bem ou serviço a adquirir, é uma proeza de poucos, dada a destreza emocional, inteligência matemática para mensurar os custos de cada conquista e paciência para aguardar o momento da aquisição.

Descartando a bela porém remota hipótese para a maioria dos brasileiros de adquirir à vista os objetos e experiências de consumo, a maneira mais inteligente de sair das dívidas, ao meu ver, é:

1 – reconhecer o erro, isto é conscientizar-se das más escolhas

2 – tomar decisões para minimizar ou estancar os custos a fim de não aumentar o prejuízo

3 – energicamente, procurar alternativas para ganhar mais ou pagar/sanar as dívidas o mais rápido possível a fim de abrir espaço para retomada da qualidade de vida, a fim de não prejudicar o orçamento familiar ou da empresa.

Quanto ao primeiro quesito, vamos dar um print em uma notícia que reflete um quadro ruim da população brasileira e que, infelizmente, não tem trazido resultados satisfatórios nos últimos anos:

Embora na reportagem afirme que 40% dos adultos estão inadimplentes, perceba que os adultos, por si só, não estão economicamente ativos, uma vez que apenas crescer não significa emprego garantido, segundo o IBGE (2018) e IPEA Data, são aproximadamente R$100.000.000 (cem milhões) de brasileiros economicamente ativos, já considerando aqueles com e sem carteira assinada, isto é, trabalhadores formais e não formais, desta forma, este número demonstra que contamos com mais de 60% dos trabalhadores inadimplentes! é um número realmente alto.

Portanto, se você está endividado, não está sozinho, basta pensar e tomar atitudes diferentes, para mudar o rumo, assim, chegamos no segundo tópico que trata sobre minimizar ou estancar os custos, lembrando que esta medida está totalmente ao seu alcance, não necessitando uma autorização especial de alguém.

Para esse passo, torna-se essencial ter em mãos uma planilha de orçamento doméstico, a fim de saber exatamente onde se gasta, quanto se gasta, quanto se ganha e como estas rendas entram no seu orçamento. Para isso, montei gratuitamente uma planilha, a qual você pode conferir online ou fazer o download em seu computador. Esta planilha está hospedada no Google e, para fazer download dela, ao acessá-la, basta clicar no menu arquivo, download: http://bit.ly/2rnHgBO.

Por último, de forma simplificada, em relação ao 3º passo de como sair das dívidas, já sabendo que quando uma pessoa está endividada, geralmente seu maior problema se trata de produtos bancários como financiamentos, leasing, empréstimos diversos, CDC, o melhor a se fazer é conversar com o gerente do banco, o qual tem autonomia de juntar todos os contratos, por exemplo, no caso de mais de um tipo de produto bancário e colocar em um só. Este pode também estender a dívida, a qual certamente irá sair mais caro para a pessoa, no longo prazo, no entanto, alivia no curto prazo, dando folga para o orçamento, enfim, neste ponto a própria família deve pesar a melhor alternativa, que cabe no bolso.

Outra alternativa é participar de feirões, online ou presenciais, para quitação de contas para aqueles que já estão inadimplentes, como aqueles promovidos pelo consumidorpositivo.com.br ou outra agência do gênero, como o Serasa Consumidor.

Espero que tenha ajudado,

Até mais.