Categoria Independência Financeira

porFernando Pinheiro

Algumas regras comprovadamente testadas para Liberdade Financeira

Abaixo elencamos 3 fórmulas as quais foram testadas e aplicadas a milhares de pessoas ao redor do mundo as quais, no mínimo, auxiliaram o processo de independência financeira, o que significa, para alguns, a aposentadoria precoce, antes da data prevista do sistema previdenciário nacional. Consulte e veja como elas funcionam.

Quais índices podemos utilizar para alcançar a tão sonhada liberdade financeira?

Uma das principais metas ou objetivos daqueles que se ocupam com a Educação Financeira é a liberdade financeira, mas quais KPI’s ou indicadores podemos utilizar a fim de acompanhar os progressos realizados neste intento?

Seguem alguns dos indicadores mais utilizados por aqueles que se ocupam das finanças pessoais os quais facilitam o percurso, o qual pode, inclusive, ser implementado às já conhecidas planilhas de orçamento doméstico, caso você ainda não tenha visto esta planilha de orçamento, clique aqui.

Há dois ou três indicadores relativos ao orçamento, segue cada um deles com respectiva explicação:

1 – 20/30/50 – neste indicador, voltado para o uso do orçamento, podemos visualizar, primeiramente o n. 20, o qual deve ser utilizado para investimentos, isto é, destinados a compra ou aquisição de ações, participação em empresas, abertura de negócios e outras aplicações que visam o longo prazo, para liquidação futura.

A parcela reservada em relação a 30% da renda é destinada a manter ou melhorar o estilo de vida, como aquisição de um bem ou manutenção daqueles que já faz uso, planos de saúde, assinaturas em geral, enfim, esta categoria funciona como manutenção. Finalmente o 50 significa que 50% de sua renda, somente, deva ser utilizado para pagamento de contas fixas como aluguel, água luz, telefone entre outros.

2 – Regra dos 4% – especificamente sobre quantia a ser acumulado, para fins de aposentadoria, isto é, a fim de obter um rendimento mensal pelo menos igual aquele que recebe atualmente, existe a regra dos 4%. Significa que entre 20 a 30 é a quantia anual que deve economizar de sua renda e, depois, pegar apenas 4% desta renda anualmente. Vamos elencar um exemplo:

Pessoa ganha R$ 25.000,00 reais anuais. R$ 25.000,00 multiplicado por 25 = R$ 625.000,00 – seiscentos e vinte e cinco mil reais. Multiplique estes mesmos seiscentos e vinte e cinco  mil por 0,04, que é o equivalente a 4% e você terá = R$ 25.000,00 isto é, a mesma quantia que precisa hoje para viver. O fundador desta teoria e estilo de vida é o programador canadense aposentado “precocemente” Sr. Mustache

3 – Patrimônio da Independência Financeira – Esta regra, divulgada pelo Gustavo Cerbasi, nos mostra um cálculo parecido com a regra dos 4%, pois é exibido um montante o qual, após acumulado, permite a extração mensal de apenas uma porcentagem para aposentadoria tranquila.

No cálculo abaixo, basta multiplicar os gastos mensais por 12 e dividir por 8% (0,08). Irá aparecer a quantia aproximada a qual, sem muitas alterações na qualidade de vida da pessoa, conseguiria manter o padrão de consumo atual.

Vamos colocar o exemplo de um indivíduo que, num orçamento familiar, gasta R$4.000,00 mensais

 Quanto esta pessoa pode acumular a fim de, sacando uma pequena quantia mensal ainda mantém o capital principal intocável?

Fórmula: PNIF = [12 x Gasto médio mensal]/0,08

PNIF = [12 x 4000]/0,08

PNIF = 600.000

Segundo a regra, esta pessoa precisa acumular R$600.000,00 para manter o mesmo padrão de vida atual, consumindo normalmente, sem subtrair do montante acumulado. Certamente, entre 4 a 5% deste montante anual, contando com juros, não afetará negativamente o patrimônio dele.

Tais regras, simples de dizer são realmente um desafio enorme para cada um, pois algumas foram desenvolvidas em terras estrangeiras, com economia estável e moeda forte, mas não seria empolgante caso fosse muito fácil, concorda?

Estas alternativas fazem sentido quando se sabe que a aposentadoria tradicional, seja por meio do INSS ou por meio da aposentadoria privada, não realiza cálculo como descrito acima no sentido de beneficiar o trabalhador em si, mas sim a coletividade a qual a pessoa pertence, isto é, outras pessoas usuárias do sistema, por isso a importância, referente a última votação do sistema previdenciário no Brasil de aumentar o tempo de contribuição, pois há mais idosos do que jovens trabalhando, portanto, os jovens ou trabalhadores em idade ativa pagam pela aposentadoria dos outros, concorde ou não é fato.

Espero que tenha gostado, curta minha página no Facebook e inscreva-se na minha lista e e-mail para saber das novidades, até logo