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porFernando Pinheiro

Resenha de Livro: Mais Esperto que o Diabo – parte 03

Um dos livros de empreendedorismo mais vendidos no Brasil, Napoleon Hill faz sucesso há décadas no mundo todo, com dezenas de livros publicados contendo ensinamentos de psicologia empreendedora, negócios, mindset, autoconhecimento entre outros, aproveite!

Atenção: a resenha não é um resumo, isto é, não representa uma cópia ou análise fiel da obra referenciada, são apenas comentários e observações do livro, caso queira adquirir a obra na íntegra, clicar neste link: e-book da amazon

Interessante que o autor, na entrevista com o Diabo, ressalta o poder do foco, também chamado de autodeterminação, como uma das principais formas de se defender da alienação, e, com isso, do Diabo.

A autodeterminação, isto é, o desejo definido para se alcançar ser, ter ou fazer, limita e muito a atuação maléfica do hipnotismo das forças negativas, diabólicas, de tal forma que, quando bem aplicada, pode produzir, pela lei da compensação, outro agravante, outra armadilha: a possibilidade de cair na tentação do poder e da vaidade.

Abro um parênteses aqui, pois lembrei de um detalhe do poder da determinação, do propósito ilustrado nos filmes em quadrinhos ou história dos filmes: a pessoa malvada sempre têm algum super poder ou grande capacidade de liderança…a mesma energia do personagem bonzinho dos filmes é a mesma do super herói, no entanto,  este último converte para o bem de outras pessoas, ao passo que o malvado arroga para si toda a glória e benefícios, fazendo que o diabo a tenha de volta, pela lei da compensação…

Até o amor pode fazer um gatilho para o Diabo, o amor e o medo faz com que o Diabo perceba a isca mais forte para cair nas armadilhas, uma vez que estas, muitas vezes, deixam de pensar e analisar quando estão embebidas deste…

Deve ser controlado, portanto.

Comenta que a verdadeira oração deve ter um propósito definido, com forte desejo, ardente naquilo que se quer obter da vida..

A maioria lembra da oração quando tudo o mais falhou e quando o fazem já estão cheios de medo que não irá funcionar, assim, a lei da natureza, realmente as coisas não funcionam…

Visualizar e sentir o que se quer da vida, metodicamente, faz o equivalente material se condensar na matéria…

Num dado momento, o autor reafirma que os maiores aliados do Diabo, são a ignorância e o medo, sendo a ignorância uma espécie de relapso, delinquência ou falta da pessoa que deixou de alimentar com conhecimento seu intelecto, relegando-o, desta forma, a pobreza.

 O desejo por comida, sexo e emissão de opiniões sobre os temas os quais não têm domínio, são colocados como principais erros sobre os humanos, os quais, a fim de não serem alienados, precisam dominar, a fim de poderem primeiro liderarem a si mesmos, para depois os outros.

No livro, é mostrado que 95% das dores de cabeça se dão por aquilo que é chamado “auto intoxicação”, que nada mais é do que comer exageradamente. Caso uma pessoa que tenha enxaquecas fizer uma lavagem intestinal, a dor de cabeça some.

Depois do controle da vontade de comer, o autor coloca o controle sobre a emoção do sexo como uma das prioridades a serem alcançadas pelo homen na terra, entendendo-se tanto o homen quanto a mulher neste caso.

Afirma que se as pessoas gastassem somente 50% da energia gasta hoje no sexo para as atividades profissionais, ele não mais estaria face a face com a pobreza, nunca mais.

Dentre os benefícios alcançados pelo homen que transmuta a energia sexual, necessária e inevitavelmente existente para todas as pessoas:

  • Voz agradável que consegue persuadir;
  • Entusiasmo e brilho nos olhos;
  • Vontade perseverante;
  • Garra e determinação para alcance dos objetivos;
  • Pensamento perspicaz;
  • Autoestima elevada;
  • Vontade de vencer, alta probabilidade de conseguir êxito;

De igual modo, elenca as desvantagens do abuso da energia sexual:

  • Falta de vontade em conseguir aquilo que se deseja;
  • Pensamentos vagos e difusos
  • Baixa auto estima, irritabilidade
  • Diminuição do brilho e fator magnético da pessoa
  • Envelhecimento precoce
  • Por fim, alienação no comportamento e pensar

O pensamento acertado, isto é, o pensamento com clareza, ainda assim, têm fator que mais chama a atenção e está no topo da lista a fim de evitar cair nas garras do diabo.

Digno de nota, o diabo, na entrevista, afirma que outro erro fatal das pessoas é falarem demais, a fim de se sentirem importantes e sobressaírem em relação aos outros e, quando não solicitadas, ao falarem, mui facilmente expõe seus planos e desejos, tornando-os muitas vezes alvo de desejo e cobiça dos outros, o que acaba inviabilizando-os.

Após a abordagem sobre o poder do hábito que dispenso comentários pois há um ótimo livro publicado sobre este tema, inclusive com o título “O poder do hábito”, na obra faz uma afirmação contundente a qual concordo, nos seguintes termos: não há espaços vazios na criação, todo e qualquer espaço, inclusive o mental, deve ser preenchido de alguma forma. Sendo assim, aquela mente que não se ocupa com pensamentos positivos, criativos, de sublimação espiritual, intelectual, profissional ou afins, tende a ser preenchidos de matéria negativa, que vão, por fim, destruir este receptáculo.

Para finalizar, o autor ainda comenta sobre a sabedoria, cautela e harmonia.

A sabedoria é uma junção entre conhecimento + tempo. Só o conhecimento em si não é sabedoria, senão não haveria tantas armas com os conhecimentos científicos disponíveis, bem como o tempo por si só não deixas as pessoas sábias, senão todos os idosos seriam sábios, no entanto, com a aquisição principalmente do conhecimentos das leis da natureza e habilidade de relacionamento com as pessoas, um indivíduo saudável consegue a realização de qualquer desejo em sua vida, fazendo com que as leis da natureza trabalhem a seu favor.

A harmonia é tratada sob a forma de imposição do meio ao indivíduo, cuja capacidade tende a formar seus hábitos e personalidade. É de sua responsabilidade escapar ou sair do meio que o prejudica neste caso, e caminhar em direção àquele que o beneficia.

Sobre a cautela, é uma espécie de comparativo às pessoas que atuam de forma mais emocional e racional.

A cautela, neste caso, atuar com razão, faz com que os não alienados estudem cada passo, cada decisão minuciosamente antes de o fazer, analisando as causas e efeitos desta. Os alienados, sem o uso da razão, tomam primeiro as decisões para depois pensar, se é que vão pensar sobre.

A cautela não deve ser excessiva para não virar medo, que paralisa o indivíduo, mas deve ser observada antes e ser considerada como fator de peso para todo e qualquer negócio.

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porFernando Pinheiro

Resenha de Livro: Mais Esperto que o Diabo – parte 02

Um dos livros de empreendedorismo mais vendidos no Brasil, Napoleon Hill faz sucesso há décadas no mundo todo, com dezenas de livros publicados contendo ensinamentos de psicologia empreendedora, negócios, mindset, autoconhecimento entre outros, aproveite!

Atenção: a resenha não é um resumo, isto é, não representa uma cópia ou análise fiel da obra referenciada, são apenas comentários e observações do livro, caso queira adquirir a obra na íntegra, clicar neste link: e-book da amazon

Ele não precisa que as pessoas acreditem nele, o Diabo não é mendicante neste ponto, isto é trabalho de sua oposição.

O ritmo da entrevista passa a ser o de descoberta das armas mais eficazes do Diabo para com as pessoas, isto é, uma entrevista a qual Napoleon Hill procura descobrir as artimanhas do Diabo a fim de evitar com que as pessoas caiam em suas garras, embora este afirma que são milhares de ferramentas e pessoas dispostas ao redor do globo, de todas as esferas, dos simples aos mais eruditos, dos pobres aos ricos, o princípio do medo e da ignorância são seus maiores aliados.

A ignorância, por exemplo, pode ser detalhada como um hábito de alienação, por um certo ponto de vista também podemos encará-la como arrogância e pretenso “já sei disso”, pois a alienação, um estado de espírito no qual a pessoa se rende a um determinado padrão no pensar, faz com que ela vá diretamente ao abraço do Diabo, pois mostra, no fundo, ignorância e preguiça no pensar.

O alienado não pensa por conta própria, não sabe o que quer com a vida, não têm foco, têm opiniões mas estas não são suas.

O diabo afirma que, no exercício do seu poder, ele se imiscui na mente dos jovens ainda antes deles nascerem, por meio da sua forte influência na mente dos pais e do ambiente o qual eles vivem, além disso, como na maioria das vezes já utilizou sua influência nefasta na vida de todos os ancestrais das crianças que estão para nascer, seus princípios e tendências são repassados geneticamente para as crianças, favorecendo seu domínio sobre elas.

Segundo o autor, a maior ferramenta que o Diabo têm é a influência negativa dos pais, clérigos e escola na mente das crianças quando as ensinam sobre coisas que não conferem com a realidade, quando as ensinam sobre coisas as quais nunca vão usar, de um mundo imaginário e ainda colocando o medo do inferno sobre elas.

Se as dominarem logo na infância e na sua juventude, as torna fracas e sem iniciativa sobre si mesma.

No livro, o Diabo na verdade não se importa se as pessoas pensam, mas desde que pensem com medo, com desespero, com pensamento voltado a ruína e destruição de si e dos outros.

Continuando a obra, interessante como identificar uma pessoa alienada de uma que não é alienada em termos de área da vida:

  • área dos relacionamentos: na área dos relacionamentos, o casal alienado vive discutindo sobre problemas com dinheiro, sobre educação dos filhos, sobre a moradia, não tendo tempo para buscarem o auto aperfeiçoamento e equilíbrio entre eles
  • área profissional: nesta área, os alienados, que já estão nas garras do diabo passam de emprego a emprego somente para estarem empregados e obterem o suficiente para suas vidas medíocres, não têm ou não procuram tempo para estudarem, para lerem a fim de aumentar o valor de sua hora de trabalho, a maior parte dos seres humanos, portanto, deixa os outros pensarem por eles.
  • área da saúde: nesta área os alienados comem muito, por isso, passam tempo comendo e defecando, seus organismos e pensar se torna lento, passam mal de tanto comer, não sobrando tempo nem saúde para se ocuparem com coisas úteis, desenvolvem doença a qual toma ainda mais tempo e dinheiro de suas vidas
  • área financeira: os alienados, que estão sobre controle do diabo gastam todo o dinheiro que possuem, não tendo nenhum controle sobre ele, portanto, ao não pensar no futuro. Não poupam e são escravos dos prazeres que o dinheiro imediato proporciona.

Um questionamento que Napoleon Hill faz para o diabo é uma descrição entre as pessoas que são alienadas e as pessoas as quais não são alienadas, segue a tabela de comparativo:

Pessoas com mente sob controle do diabo Pessoas que pensam livremente
Têm opiniões sobre tudo, mas superficialmente, mudam de ideia rápido têm opiniões sobre alguns assuntos, mas com profundo conhecimento, não mudam de opinião tão fácil
Vivem em ambientes lúgubres, com pouco ou nenhum zelo Vivem em ambientes limpos, claros, com zelo, inspirando harmonia e bom gosto
Falam mal dos outros pelas costas, mas bem quando estão de frente Evitam criticar as pessoas pelas costas, ainda que estas devam ouvir tais críticas
deixam para fazer as coisas sempre para depois, mesmo sabendo que são coisas urgentes, são procrastinadoras, por essência Não deixam para fazer as coisas para depois, são ágeis no pensar e no fazer.
Em geral são pessoas desagradáveis, por só verem o lado ruim das coisas, acabam atraindo situações e condições de pobreza e escassez São pessoas agradáveis, com brilho no olhar, têm aura magnética a qual consegue atrair pessoas e situações benéficas a seu favor e do próximo.
São pessoas que vivem o imediatismo, invejando as pessoas que têm posses, amizades e recursos materiais São pessoas com intenção propósito bem definido, não se desviam de suas metas ainda que tenham que pagar caro por isso

Outra forma de diferenciar as pessoas que estão sob controle do diabo e daquelas que não estão, seguindo a entrevista, é quando o autor pede para o diabo confirmar que, realmente, as pessoas ricas e independentes são aquelas que não estão em seu controle, por exemplo os líderes industriais. O diabo afirma positivamente, em oposição ao pensamento tradicional, que os pobres é que herdarão o céu, que terão o perdão Divino e quais cabem toda a glória é errado, líderes industriais podem ser considerados casos perdidos para o diabo, uma vez que sua atuação permitiu, entre outras coisas:

  • a criação de estradas, rodovias e ferrovias as quais permitiram a livre circulação de pessoas e bens, favorecendo o comércio e o desenvolvimento em locais jamais imaginados
  • permitiram a transformação do ferro e do aço em construções majestosas como casas, apartamentos e prédios, dando abrigo e segurança para milhares de pessoas, deixando-as com mais tempo para pensar, além das bibliotecas, que armazenam o pensamento crítico de milhares de autores na terra.
  • permitiram o armazenamento e transmissão de energia elétrica, favorecendo, com isso o conforto e maravilhas do mundo moderno como a Televisão e rádio, os quais os fazem ter noção e ideia dos diferentes modos de pensar nos quatro cantos do planeta, além de estimular a criação e livre circulação do pensamento organizado e planejado de indivíduos comuns, que o fazem sem medo de serem reprimidos.

Seguindo na entrevista com o diabo, são descritas mais formas do diabo tomar uma mente de uma pessoa: pela bajulação, que é quando alguém têm sua vaidade colocada à plano, ela fica alienada diante da situação, levando-a sem critérios justos e caindo em injustiças para si e para os outros.

Outra forma que o diabo descreve que consegue “puxar” uma pessoa que pensa independentemente para si é por causa da propina.

A forma, o como a propina trabalha para o diabo, segundo ele, é a maneira que consegue a maior parte das pessoas para seu reino,  onde somente 1 ou 2 a cada 10.000 conseguem, na melhor das hipóteses, sair desta armadilha.

Por meio do sexo e comida, aqueles que pensam por si, que fazem parte da oposição do diabo são aturdidos, entregam-se a ele lentamente e suas mentes são dominadas o máximo que o diabo pode. Estes dois elementos, combinados, superam e muito os demais.

O funcionamento, portanto, se dá mediante a própria fraqueza dos indivíduos, que formam a porta de entrada para tal.

Outro item que deixei de escrever, mas que foi citado mais de uma vez, é que fazem parte dos guerreiros e fãs do diabo princípios ditatoriais, mecanismos que privam a livre iniciativa. O diabo sabe que, para dar uma aparência de democracia, irá manter o voto para a população, mas, por meio da propaganda, irá fazer, por meio de seus agentes, que todos os meios que favoreçam a livre iniciativa, a liberdade de expressão, o desenvolvimento do comércio e indústrias sejam ma falados, sejam conspurcados, de forma a população querer ou aceitar outras formas, as quais, no fundo, irão trazer fome e miséria.

Assim como no filme do super homem assistido há alguns dias atrás, onde, após a imagem de um satélite quase cair na cabeça de um general do exército, que estava tentando filmar e vigiar o Iron man, este apareceu e disse: vou permanecer no país e acatar o acordo que fizemos, porém, dentro dos meus termos. Assim o diabo diz que as pessoas que fazem parte da sua oposição, até fazem acordos, mas dentro do seus termos, e não do diabo. Pessoas que são alienadas, aceitam propinas e fazem acordos com o diabo, dentro dos termos dele.

Continuando a entrevista com o diabo, os pontos importantes a ressaltar, na trama que envolve as armadilhas da entidade maléfica para com a humanidade, é que ele sempre está a espreita, esperando pacientemente, com o fator do tempo a seu favor as pessoas virem automaticamente para seus braços, por meio da alienação, que pode ser também definida como preguiça no pensar.

Respondendo a pergunta do entrevistador o que o diabo faz com a pessoa que está alienada, a resposta é que este toma tudo dela, começando com os espaços ociosos de sua mente, até evoluir para seu próprio corpo ainda em vida, todos os movimentos do corpo se tornam seus, depois, eles se tornam propagandistas, divulgando os princípios da preguiça do pensar a fim de trazer o máximo de pessoas às suas garras.

O diabo confessa que, após certo tempo no hábito do relaxamento, da indiferença, da alienação e dos péssimos costumes listados acima a pessoa, mesmo que queira, não consegue sair de suas garras, tornando por fim, sua, mesmo depois da saída do corpo físico, quando seu nome deixa de existir na terra. O propagandista têm como tarefa imiscuir, principalmente, o medo nas outras pessoas, que uma das principais portas de entrada do diabo.

Durante a entrevista o diabo mais uma vez deixa escapar que seus objetivos, essencialmente, são os de desviar a atenção e o foco das pessoas dos pensamentos construtivos, bons, de esperança, fé, coragem e sabedoria para aqueles voltados para o medo, inveja, ciúme, avareza entre outros indignos, muitos deles alcançados por meio de esmolas as quais são entregues às pessoas mediante a satisfação de suas fraquezas.
Continua>>>>>

porFernando Pinheiro

Resenha de Livro: Mais Esperto que o Diabo – parte 01

Um dos livros de empreendedorismo mais vendidos no Brasil, Napoleon Hill faz sucesso há décadas no mundo todo, com dezenas de livros publicados contendo ensinamentos de psicologia empreendedora, negócios, mindset, autoconhecimento entre outros, aproveite!

Atenção: a resenha não é um resumo, isto é, não representa uma cópia ou análise fiel da obra referenciada, são apenas comentários e observações do livro, caso queira adquirir a obra na íntegra, clicar neste link: e-book da amazon

Depois de entrevistados mais de 25000 derrotados e apenas  500 pessoas de sucesso, tendo passado mais de 20 anos entrevistando homens e mulheres, com a parceria e apoio de Dale Carnegie, Napoleon Hill já tinha sido avisado que aprenderia mais com os fracassos do que com as vitórias…

Estes estudos tinham por finalidade o estudo e posterior publicação das causas e consequências das pessoas que conseguem atingir a prosperidade em suas vidas.

Napoleon Hill já tinha publicado 17 leis do triunfo e 30 tipos de  fracassos, mas queria mais…queria, além daquele esqueleto, mostrar a carne do sucesso, da vida, da experiência como diferenciar cada um daqueles elementos.

Depois de vários casos de sucesso e derrota, de parcerias e aberturas de empresas, as quais em sua maioria tinha dado certo, mas que, com desentendimentos com sócios e parceiros, às vezes simplesmente entregava a empresa, para se livrar de dores de cabeça, chegou a um momento que estava no fundo do poço, sem dinheiro, sem perspectivas, com 3 filhos para criar…

Mostra que, assim como tinha previsto Dale Carnegie, quando estivesse em um momento de fracasso temporário, iria conhecer um outro eu que iria lhe instigar para novos e desafiadores momentos, um pensamento cruzou como um raio em sua mente: termine de publicar seus manuscritos sobre como alcançar a felicidade e realização em vida, após a guerra mundial, milhares de pessoas irão procurar esta informação e a irão encontrar por meio de você, esta é sua missão na terra, a felicidade, por ti tão almejada, não irá ser encontrada até que realize esta tarefa!

Por diversas vezes Napoleon Hill comenta que, iria encontrar seu “outro eu”, o qual iria lhe dar ensinamentos valiosos, devido a espaçosos momentos de reflexão e distância do seu eu comun que, muitas vezes atua de maneira automática, no medo, fazendo-o cometer fracassos.

Mais adiante, esse outro eu dá comandos a Napoleon Hill, como por exemplo no episódio em que este empresta $50,00 dólares de seu cunhado para ir até a filadélfia, viagem esta que duraria uma noite inteira…e assim o fez, disse que lá ocupou o quarto mais suntuoso de hotel, aproximadamente 20x mais caro que a diario de um hotel simples, que custava meros 1 dólar a diária.

No final de semana que passar no hotel, por diversas vezes sentiu este outro eu no comando, o qual destronara a figura do medo que tomara conta de sua personalidade a maior parte de sua vida.

É como duas pessoas a viver no corpo, uma chamada fé outra chamada medo, esse outro eu não é algo sobrenatural, ou errado, mas aquele que te guia para realização de sonhos.

Nesta viagem, basicamente, seguindo esta voz interior de seu outro eu, ele, ao listar mais de 250 nomes dos entrevistados que tivera contato, num dado momento teve a certeza absoluta de um determinado nome, o qual, com a resposta de um telegrama, veio ao seu encontro na filadélfia e patrocinou com uma quantia de 25 mil dólares  a publicação de seus livros, cujas vendas podiam tranquilamente cobrir suas despesas por um bom tempo. 

Milhares de alunos seus foram impactados e as obras foram entregues em todo o território americano e além. Ao abrir o envelope com o cheque, uma frase veio ao seu encontro: a única limitação que você pode ter é aquela imposta por ti mesmo.

O autor reforça que, nos momentos de maior fracasso, os quais sempre devem ser temporários, há uma semente para algo de extraordinário e bom a acontecer na vida do indivíduo, de maneira equivalente, mesmo que este algo extraordinário não seja visto, imediatamente, mas a semente estará lá, pronta para germinar e dar resultados. O autor lembra que, mesmo ouvindo centenas de pessoas de sucesso em sua vida de entrevistador, nenhum destes momentos foi tão peculiar quanto esses, de estar seguindo sua voz interior, com certeza infalível, muitas vezes textual, daquilo que deveria ser feito.

O mesmo ocorreu para sua viagem a filadélfia, escolha do nome do patrocinador e agora na ideia de fazer um curso para pessoas que recém saíram da faculdade, pois estes estavam ainda imaturos para a realidade que os aguardavam no mercado, em especial na área de vendas, por isso focou na área de vendas de veículos automotivos, o que o reitor de uma universidade aprovou, gerando-lhe uma renda formidável por vários meses seguidos…

O autor deixa claro que, descobrindo esta particularidade nele mesmo, de encontrar as respostas ou ter acesso a um conhecimento que tem todas as respostas, para qualquer problema, motivou-o a escrever este livro, com a finalidade específica de ajudar o maior número possível de pessoas, as quais que estão passando por problemas iguais ou piores do que o dele.

Nesta época, da grande crise de 1929, a qual ele estava bem no meio, estar falando de riqueza e prosperidade, foi motivo de gargalhada por ele mesmo expressada por alguns momentos, mas que, com firme propósito, foi rapidamente dispersa pelo forte desejo de finalizar a obra que havia determinado em fazer, que era publicar os manuscritos da sua ciência.

A ganância, medo e inveja impedem que este outro eu se desenvolva e possa tomar posse da nossa vida, evitando assim paz e felicidade na vida.

O autor coloca que desenvolveu uma maneira nova de rezar, no sentido de estar sempre rezando, sem a necessidade de passar um sufoco para tal, esta ligação íntima com uma força superior, levou-o a ser grato por tudo o que têm, inclusive seu corpo sadio, sua mente e sua liberdade.

Neste sentido de apreciação, recomenda elencar uma lista de tudo aquilo que se possui e ser grato por cada uma das coisas da lista, estas coisas podem inclusive conter coisas que estão na natureza, as quais são bondosamente oferecidas para nós, como os alimentos.

Citando Thomas Edson o qual afirmou que entrevistou pessoalmente, afirma que as tentativas e erros são típicas daqueles que chegam ao sucesso, pois o mesmo tentou mais de 10.000 vezes “segurar” a energia elétrica que antes era perceptível somente por meio dos raios.

A fé raciocinada, a persistência, leva a pessoa da crença à convicção e depois a realidade daquilo que antes estava somente na mente do indivíduo.

Relata que, no período da grande crise estava com uma situação difícil: se via diante de uma missão de ser o pioneiro na teoria do sucesso, tendo entrevistado mais de 500 das pessoas mais poderosas da época, mas estava quebrado, sem as terras que tinha nas montanhas, bem como os fundos que estavam depositados no banco, pois este havia quebrado com a grande crise de 29.

Além disso, revendo suas próprias teorias, estava atuando como um lobo solitário, sem aplicar os princípios do MasterMind o qual identificara nitidamente em pessoas com as mentes mais desenvolvidas, estava em desacordo, portanto, tanto financeiramente, quanto pessoalmente com a teoria do sucesso.

No entanto, estava com o firme propósito de continuar, haja vista que esta mesma teoria afirmava que, diante de um fracasso temporário, estará, de forma compensatória, a chave para uma mudança de forma proporcional, para melhor, bastando que tenha olhos e a mente aberta. Cita o sexto sentido como sendo útil e válido para a tomada de decisões – intuição.

O autor afirma que, assim como diz o título do livro, ele faz uma entrevista com o Diabo, não devendo o leitor imaginar se é o Diabo de verdade ou um fictício, mas sim focar nas palavras e no conteúdo do diálogo.

Neste diálogo, o Diabo afirma que atua na mente das pessoas, que ele é uma energia que, de fato, está presente em toda a matéria, na forma de energia escura ou negativa.

Controla as pessoas diante de 6 medos principais:

1 – medo da crítica

2 – medo da velhice

3 – medo da pobreza

4 – medo de ficar sozinho

5 – medo da perda da saúde

6 – medo da morte

Ele afirma que o medo da pobreza e o medo da morte são os mais fortes instrumentos que o Diabo têm para amarrar as pessoas, pois estes dois tipos de medo assolam as pessoas em um ou outro momento da vida, e, às vezes, consecutivamente, deixando-as aprisionadas, acreditando que elas é que são as formadoras de tais medos, e não do Diabo, para ele, não importa se o medo é real ou fictício, o que importa é que ele ache lugar no cérebro dos indivíduos a fim de manter controle sobre elas, assim como o faz em pelo menos 98% das pessoas.

Interessante que, em um momento da entrevista, o Diabo afirma que, para que as pessoas fiquem fora do controle dele, basta que elas “pensem”, portanto, não afirmou que estas devam ter “apenas” pensamentos positivos, como sua oposição trabalha, com imagens se benevolência, perdão, amor, caridade, fé, mas sim que apenas façam uso de sua capacidade intelectiva.

Afirma que o poder que acumula vem dos próprios indivíduos quando estes passam para o lado espiritual, apoderando-se de suas energias. Afirma ainda que seus inimigos são todos aqueles que ensinam as pessoas a pensarem de forma independente, lógica, tal qual ele mesmo Napoleon Hill estava fazendo com a publicação de suas obras.

A pobreza e a doença também são duas de suas maiores armas, pois fazem com que as pessoas deixem de usar o potencial que elas têm por natureza, deixando-as fracas e, assim, mais fáceis de controlar.

Durante a entrevista, o Diabo afirma que controla as mentes dos jovens por meio do cigarro e do álcool, afirmando que o cigarro têm especial poder sobre elas, ao diminuir a resistência e desencorajar a persistência, além de outras formas que fragilizam as relações humanas.

Afirma ainda que muitos jovens são surpreendentes em sua criatividade assim que são introduzidos ao cigarro, pois este têm uma porta de entrada para a bebida, à luxúria do sexo entre outras regalias da qual o Diabo gosta.

Após breve crítica da forma nefasta com o que o Diabo conquista e domina as pessoas ainda em vida, atormentando-as, o Diabo afirma que, em vez de criticá-lo, o autor deveria segui-lo, imitando-o, bastando para isso que tenha paciência e resiliência, na consecução de seus propósitos.

Continua>>>

porFernando Pinheiro

Resenha do livro A ciência para ficar rico – parte 03

A ciência para ficar rico se trata de um livro considerado best seller, publicado por Wallace D. Walltes,  para aqueles que desejam encontrar os princípios e estratégias para alcançar a riqueza, inspirou o filme do segredo que conquistou milhões de famílias ao redor do globo, em 2006.

Atenção: a resenha não é um resumo, isto é, não representa uma cópia ou análise fiel da obra referenciada, são apenas comentários e observações do livro, caso queira adquirir a obra na íntegra, clicar neste link: e-book da amazon

Ouça a resenha do livro aqui:


Antes de concluir um pensamento, o autor faz questão de repetir os pontos principais da obra:

1 – existe uma matéria pensante (inteligente) da qual todas as coisas são feitas, a qual, em sua forma originária, penetra, permeia e preenche todos os espaços do universo;

2 – um pensamento pode “imprimir” aquilo que se pensa nesta matéria amorfa;

3 – uma pessoa pode tornar realidade este pensamento ao materializá-lo por meio da ação proposital;

4 – deve tomar as devidas ações de forma eficiente

Neste último aspecto, o autor comenta que, nas horas livres, a fixação do pensamento naquilo que se deseja deve ser realizada, a fim de impregnar a mente e o corpo  no entusiasmo e expectativa de sua realização, fora dos momentos de lazer, a pessoa deve focar toda a sua personalidade no momento presente, focar e direcionar a sua energia lembrando da visualização da imagem que deseja, sabendo que ela virá pelos meios naturais, sem artifícios, sem magia ou qualquer outro meio competitivo.

Os meios naturais também podem ser chamados de Divinos, já que toda a criação é obra dele. Não é ficando atarefado o dia todo que a realização dos objetivos virão, nem deixando de fazer aquilo que deve ser feito, mas a eficiência em cada ato é que conta.

O sucesso, segundo o autor, é a somatória de cada ato que aproxima a pessoa da realização dos seus desejos, portanto, tomar uma atitude ou a omissão dela, pode atrasar, caso seja fracassada, a concretização dos seus desejos.

São inimagináveis os caminhos da realização de nossas visualizações, não compete a nós averiguar ou monitorar se a realização está chegando ou não, mas sim fazer aquilo que compete a cada um, cumprir o papel que está a desempenhar no momento presente, o restante a criação irá fazer, às vezes aparentemente lenta, mas seguramente.

Sobre estar na profissão correta, algumas considerações são explanadas:

  • Será mais fácil, no sentido de menor esforço, conseguir ficar rico nas atividades as quais você já têm familiaridade, seja um artesão, advogado, carpinteiro, professor, programador etc.
  • Não necessariamente você ficará rico na profissão que exerce hoje, haja vista que há pessoas as quais não gostam de sua profissão e, a executando sem gostar, atrapalham ou impedem a realização da riqueza em sua vida;
  • Ainda que execute um trabalho que não gosta, você pode apreciar esta execução se mantiver a vista interior visualizando possíveis oportunidades se fizer o que têm de ser feito agora, de maneira correta
  • Não há pressa para a troca de campo de atuação, você não pode demorar ou agir lentamente, mas, caso ser necessário trocar de campo de atuação, o faça de maneira sábia, sem instinto de competição.

Mais adiante o autor mui sabiamente fala da prosperidade, um instituto universal que busca manifestação em todas as coisas, a própria natureza quer e prospera na multiplicação dos frutos, os animais e todos os seres viventes procuram a prosperidade na sua expressão mais alta, todos querem mais, mais saúde, mais riqueza, mais prazer, mais contentamento, mais reconhecimento, é uma manifestação natural, a forma de exercer e atrair prosperidade é atuar com o pensamento próspero, no comércio ou nas atividades profissionais é dar mais de valor utilitário do que recebe em valor monetário, é mostrar que todos aqueles que entram em contato contigo tendem a ganhar mais por estarem próximas de você, mesmo que não façam negócios.

O Pensamento da prosperidade pode ser transmitido em cada transação, por menor que esta seja, as pessoas evitam estarem próximas de pessoas que não transmitem confiança e que possam perder aquilo que têm.

O autor ainda adverte de não utilizar o poder que naturalmente encontra aqueles que se utilizam dos princípios do livro para controlar ou exercer domínio sobre os outros, reis, príncipes e chefes de Estado têm cometido crimes como guerras e derramado muito sangue para se manter ou conquistar o poder, a fim de subjugar o outro. 

Ele indica a lei áurea: faça aos outros aquilo que deseja para você e, como referência, mais uma vez usa passagens bíblicas comentando que Jesus Cristo disse: “mais será dado aquele que têm e, aqueles que não têm  pouco que têm lhes será retirado e dado aqueles que têm”.

Como complementação do agir com pensamento de prosperidade, o autor ainda dá detalhes sobre como e onde procurar promoção ou deixar com que novas e melhores oportunidades apareçam independente da atividade profissional exercida: desenvolver o hábito de agir prosperamente!

Comenta que o mundo anseia e espera pessoas prósperas, líderes em seu campo de atuação que as inspire e a instigue a ir mais além, os professores que ensinarem a lei da prosperidade para seus alunos irão prosperar, o médico que, de maneira inspiradora e próspera atender seus pacientes, estes irão procurá-lo, o pastor que ensinar as leis da riqueza a seus fiéis, virão ver seus templos cheios e as pessoas ficarão satisfeitas de ouvirem, mas, adverte, o púlpito somente não será suficiente para atrair e manter os seguidores, mas a forma de se viver também deve inspirar confiança, prosperidade e maneira correta de se viver.

A ciência para ficar rico, como algo matemático, serviu no passado e irá servir no futuro para todos aqueles que a seguem, infalivelmente.

Como advertência, o autor comenta que não devemos colocar a culpa em terceiros por não alcançarmos a riqueza, como por exemplo nos governos, ele até admite sim, que os governos podem influenciar grandemente a questão de sermos ou não ricos, eles têm a possibilidade de deixar as pessoas pobres, mas mantê-las indefinidamente na pobreza é um erro, pois não há governo do mundo que consiga segurar uma pessoa que adote os princípios descritos neste livro como o pensamento e atitude corretas, com o propósito inabalável de se conseguir o que quer, sem precisar prejudicar outras pessoas no caminho.

Ele adverte que, no caminho da prosperidade, caso haja o encontro com seitas ou grupos que defendam contrariamente os preceitos deste livro, o melhor seria evitá-las, não compensa nem mesmo discutir sobre o fato, por exemplo aquelas que defendem que o mundo caminha para algo pior, que a economia está piorando, sem pensar nas possibilidades que estão vindo ao mesmo tempo, que as pessoas estão sem dinheiro, que a ganância dos grandes industriais está engolindo os pobres, enfim, todas estas teorias são baseadas na escassez, oriundas de séculos passados, na verdade, nunca houve tanto dinheiro no mundo, tantas formas de se enriquecer e basta as pessoas estarem abertas, disponíveis e preparadas para a recepção da realização para que a riqueza venha a acontecer.

O autor comenta que a sintonização com a riqueza e gratidã do universo têm de ser tal que, mesmo com a não realização imediata de determinado negócio ou circunstância, é para que outros melhores tenham espaço para chegar, na firme convicção que existe uma mentalidade superior guiando os acontecimentos de sua vida e do mundo, que não falha.

porFernando Pinheiro

Resenha do livro A ciência para ficar rico – parte 02

A ciência para ficar rico se trata de um livro considerado best seller, publicado por Wallace D. Walltes,  para aqueles que desejam encontrar os princípios e estratégias para alcançar a riqueza, inspirou o filme do segredo que conquistou milhões de famílias ao redor do globo, em 2006.

Atenção: a resenha não é um resumo, isto é, não representa uma cópia ou análise fiel da obra referenciada, são apenas comentários e observações do livro, caso queira adquirir a obra na íntegra, clicar neste link: e-book da amazon

Ouça o áudio do livro aqui:


  • muitos acreditam que este livro que deu origem ao filme do segredo não funcionam por se esquecem deste detalhe, se atém muito ao pensamento na ilusão de que ele funciona como mágica, trazendo as posses, experiências e prazeres sem lembrarem-se que o trabalho é a segunda parte da equação, sem a qual, não terá resultado. Colocam o erro ou defeito na lei da atração, sem responsabilizar-se pela própria culpa do saber incompleto.

Deus, o criador do universo, assim como dito em parágrafo anteriores, quer expansão, liberdade, ele quer ver a beleza do mundo pelos seus olhos, quer sentir o aroma das frutas e alimentos saudáveis e frondosos, quer caminhar por entre paisagens belas e diferentes, quer roupas confortáveis e luxuosas, quer a saúde, quer que as famílias e os povos mostrem todo seu potencial, por isso ele quer que você viva realmente e não apenas sobreviva.

De forma estratégica, isto é, com visão de longo prazo, atribui à ciência para ficar rico 3 sentimentos ou estados de espírito para a realização material:

  1. gratidão;
  2. fé;
  3. força de vontade.

Em relação a gratidão, o autor mostra que esta é essencial para a realização material uma vez que esta aproxima a nossa mente da mente do criador e, conforme sua proximidade, a intensidade e velocidade da gratidão é diretamente proporcional à sua realização.

Os efeitos opostos da gratidão, que é a preguiça de pensar, a comodidade, inveja, a miséria o “ver as coisas como elas realmente são”, afastadas da fonte primordial que é jovem, alegre e grata, molda a nossa mente à imagens igualmente ruins, atraindo-as.

Portanto, deixar com que a mente dê atenção “às coisas do mundo” faz com que nossa mente moldável como é, se adapte e se sujeite à miséria, fome e à carência.

Seja grato por tudo aquilo que já têm, seja sua saúde, ao seu corpo, a cidade em que mora, a seus amigos a seus familiares, aos bens que já ganhou. Wallace Wattles comenta que não devemos passar as horas do dia reclamando e falando mau de pessoas que já estão no poder, sejam elas ricos empresários ou políticos, pois cada qual destes, de uma ou de outra forma contribui com a sociedade pela forma a qual esta está organizada e, como dito anteriormente, tudo o que é seu virá de uma fonte inesgotável a qual têm para todos.

Sendo grato por aquilo que já possui, não se tratando somente de objetos, mas a experiências e por aquilo que você é como pessoa, atrai mais coisas boas, mais coisas pelas quais você será grato, como um feixe ou caminho da realização.

Em relação à fé, o autor cita que o exercício da fé não significa que devemos reservar uma hora do dia ou da noite, um templo ou uma sinagoga específica para orar ou agradecer, não sendo tal necessário. 

Afirma que tais práticas têm sim seu valor, mas que seria muito mais útil incorporar a prática da fé no dia a dia, no exercício das atividades normais do ser humano, seja na profissão ou no relacionamento em si com outras pessoas.

A fé deve ser constante, inabalável, deve propiciar uma visão interior clara, realmente sentida.

Portanto a fé é mais do que a simples visualização da imagem mental do seu desejo, seja este um carro, um apartamento, a construção de uma família, a direção de uma empresa com ou sem fins lucrativos ou a constatação de altos dígitos na conta bancária ou conta de investimento, ela exige mais, a mente superior, que faz parte do divino, esta mente sem forma, pronta para ser impressa e materializada no planeta terra, quer e precisa que a pessoa vivencie a satisfação da posse de tal realização antecipadamente à realização, ou seja, que ela seja grata e tenha fé que o objeto de desejo já está a caminho, que sua realização já se deu na matéria fina, bastando apenas a concretização, por mera questão de tempo.

Em relação à força de vontade, o autor adverte que esta não deve ser impressa em relação à outras pessoas, isto é, não se pode usar o poder do pensamento para insuflar ou demover o livre arbítrio de uma pessoa, assim como não se deve usar a força física para subjugar um outro alguém.

Tentar tomar a força algo de uma pessoa pela força do pensamento criativo ou subtrair algo de outra pessoa por força física fazem o mesmo efeito e têm resultados similares. Em ambos os casos se trata de roubo, fazendo que o outro seja mero escravo de seus desejos, tendo péssimas consequências.

Um ponto interessante que o livro ressalta é que não há necessidade de tentar, a todo custo, subjugar ou conquistar outras pessoas, tal é fruto do pensamento antigo baseado na escassez. O maior movimento que o Ser humano pode fazer é dentro dele mesmo, dentro de sua própria casa, em seu íntimo, no seu quarto, ali todas as coisas podem ser geradas e colocadas em movimento, veja o trabalho dos artistas, cientistas, professores etc…

O autor volta a quebrar outro paradigma bem forte arraigado na mente de milhares de pessoas que acreditam estarem no caminho do bem e da salvação: bem intencionadas, pessoas, jornais, revistas, manchetes, instituições de caridade, religiões amam falar da pobreza, de todas as suas nuances, aspectos, detalhando como ela atua e quiçá como ela se alastra na humanidade, não, não é assim que a riqueza irá desaparecer da face da terra, mas sim opostamente, deve-se tentar entender como funciona a riqueza, como os ricos pensam, como agem, como fazem negócio, como podem automatizar tarefas, como aumentar o valor da hora de trabalho, como investir em imóveis, ações etc.

O autor ressalta que não se trata de ignorar, de ser durão ou miserável, avarento para com as necessidades do próximo, este podem ser ajudados, podem ser objetivo de caridade, mas a caridade em si pode reduzir-se a um mero entretenimento do pobre, para que este esqueça momentaneamente de sua fragilidade, bem como não ajudará de longo prazo quem mais precisa.

O pobre precisa de inspiração, mais do que caridade, a inspiração pode removê-lo definitivamente da pobreza, criando oportunidade para o mesmo ainda que diante de dificuldades.

Assim como a gratidão aproxima a pessoa da realização, falar com pessoas ricas, estudar onde elas estudam, ler o que elas leem, falar de abundância, fartura e prosperidade, falar de negócios, de juros compostos, do mercado financeiro, aproxima a mente na realização destas coisas, moldando o pensamento, comportamento e por fim tendo resultados similares à pessoas que já estão ricas.

Continuando o livro, o autor fala que não há necessidade de estudar outros livros sobre o tema de riqueza, ao menos até se tornar rico. Reforça que a melhor maneira de erradicar a pobreza na terra é se tornando rico, em uma forma de inspirar e mostrar a felicidade para as pessoas pobres; Porque falar de pobreza, do demônio, de como as coisas estão piorando se, na verdade, tudo caminha para o progresso e para Deus? não será bem melhor focar naquilo que deseja do que naquilo que deseja evitar?

O autor deixa claro que, para agir da maneira correta, a pessoa que deseja enriquecer deve lembrar-se que ela deve agir com os recursos ou ferramentas, bem como com as pessoas que estão agora em contato com ela, e não imaginar ou sonhar que elas ainda devam entrar em contato.

Com o pensamento correto, descrito nos parágrafos anteriores, no qual a pessoa têm uma clara visão daquilo que quer, bem como gratidão e firme propósito de sua realização, a pessoa consegue que a prata e o ouro venha a seu encontro, no entanto, sem a ação correta, o recebimento se torna inviável.

Afirma que várias são as pessoas inclusive que fazem o percurso inverso, isto é, agem da maneira correta e, portanto, fazem com que o recebimento daquilo que é delas chegue na hora correta, no entanto, como não têm visão clara daquilo que querem, deixam passar a oportunidades e perdem o momento do recebimento.

Portanto, são dois fatores essenciais para se tornar rico, o pensamento correto, por meio da visão, e a ação correta, por meio das atitudes e comportamento correto.

A Ação correta deve ater-se ao momento presente, quanto ao passado, não se têm controle, o que foi feito, seja certo ou errado, serve como aprendizado para o futuro, o que está no futuro também não temos acesso, não é correto imaginar-se nele e tomando atitudes a ou b caso isso ou aquilo aconteça, devemos ter confiança de que quando os problemas acontecerem teremos o discernimento para tomar as decisões corretas.

Não houve e não haverá melhor momento para agir do que agora, com as pessoas e recursos que temos disponíveis. (Quem não têm cão caça com gato) Continua>>>

créditos da imagem: Image by Dean Moriarty from Pixabay

porFernando Pinheiro

Resenha do livro A ciência para ficar rico – parte 01

A ciência para ficar rico se trata de um livro considerado best seller, publicado por Wallace D. Walltes,  para aqueles que desejam encontrar os princípios e estratégias para alcançar a riqueza, inspirou o filme do segredo que conquistou milhões de famílias ao redor do globo, em 2006.

Atenção: a resenha não é um resumo, isto é, não representa uma cópia ou análise fiel da obra referenciada, são apenas comentários e observações do livro, caso queira adquirir a obra na íntegra, clicar neste link: e-book da amazon

Ouça o áudio aqui:

 

O livro começa afirmando que todos temos o direito nato de sermos ricos, afirma que uma pessoa normal pode e deve se tornar rica, pois a pobreza é um fator limitante de tudo aquilo que a pessoa pode se tornar.

Ressalta que toda pessoa têm a capacidade de se doar e dar o melhor de si, de deixar um legado no mundo e, estas capacidades ou possibilidades são ampliadas pela riqueza, é certo que cada um já conseguiu presenciar quão triste são as pessoa que negam seu direito nato de se tornarem ricas, apresentando limitações diversas.

Alega que a sociedade foi organizada de tal modo que, possuir as ferramentas que dão possibilidade de nos tornarmos aquilo que podemos ser, obriga a pessoa ser rica para que tenha acesso a essas ferramentas.

Ressalta ainda que é verdade que temos três camadas ou corpos para gerenciar entre os quais um corpo, uma mente e um espírito e que cada qual têm seu determinado valor de igual maneira. Negar o espírito e cuidar somente do corpo e do intelecto é indigno do Ser humano, assim como negar o corpo, o intelecto e pensar somente no espírito também deixará a pessoa com limitações na terra, impedindo-a de se tornar ou de expressar o seu pleno potencial.

Com isso, o livro ensinará a se tornar rico, equilibrando os cuidados do corpo, mente e espírito na medida em que, se tornando rico, possa contribuir e ajudar a humanidade com todas as possibilidades.

No segundo capítulo, apresenta fatos que mostram que ser rico não depende de morar em uma determinada cidade, Estado ou País, logicamente o local pode favorecer esta condição de riqueza, mas se fosse um fator determinante não haveria pobres e ricos em cada cidade, sendo vizinhos.

Também afirma que não é determinada profissão ou ramo de negócios que determina a riqueza, mostrando que há pessoas do mesmo ramo que enriquecem e outras que vão à falência. Certo é que não se pode se tornar rico em um deserto, pois há a necessidade de negociar com diferentes pessoas para que a riqueza possa ser alcançada.

Diz que não é a falta de capital que determina se uma pessoa vai ficar ou não rica, o capital fará parte do sucesso, dependendo da maneira que a pessoa conduzirá um determinado negócio, até porque aqueles que têm acesso a capital já estão ricos.

Também a posição da pessoa, não importa se é um simples trabalhador do campo, um operário ou outra posição de menor escala ou importância que determina se alcançará a riqueza, na verdade, há mais milionários de primeira viagem, sendo os primeiros na família ocorrendo na atualidade do que em qualquer outra época da humanidade.

Portanto, não importa onde mora, profissão, se têm ou não capital, qual posição ocupa, se de líder ou subordinado, irá depender sim, da maneira ou modo como se faz as coisas para que a riqueza venha a seu encontro.

É certo que a riqueza passa de mãos em mãos por merecimento, e que ela ocorre de maneira acentuada em determinadas áreas em certas épocas mais do que em outras áreas em outras épocas, é como uma onda ou rio, onde a pessoa deve se adaptar a surfar neste onda no momento e local onde ela ocorre a fim de obter a riqueza. Negar esta possibilidade será como nadar contra uma correnteza, prejudicando a pessoa se não aproveitar a oportunidade.

Avançando para o capítulo quatro, após esclarecer que depende da forma ou da maneira que a pessoa faz as coisas que determina se uma pessoa vai ficar rica ou não, o autor dá, finalmente, os vestígios da forma pela qual devemos atuar:

É a forma de pensar que determina se ficaremos ricou não!

Essa forma de pensar deve ser firme, inabalável, convicta, sem titubear.

Indica que há uma matéria amorfa, isto é, sem forma, mas inteligente, criativa, que procura constantemente se manifestar na criação, é uma expressão divina esta forma, na medida em que ela quer se eternizar e se manter no universo.

A matéria amorfa têm a característica de tomar forma ou concretizar-se na matéria, no entanto, originalmente, quando no pensamento, ela se forma primeiro no mundo que podemos chamar mundo fino, ou na matéria fina, para, a partir de lá, vir a concretizar-se na matéria grosseira.

Trata-se de uma imensa responsabilidade para as pessoas pois, é uma lei universal a qual trata disso!

A maneira de pensar a qual o autor afirma nada mais é do que a consciência de que a realização na matéria, daquilo que se pensa, seja uma casa, um carro, uma viagem um filho, um estado de espírito, um casamento, primeiramente se deve ter a certeza de que “está a caminho” pelo simples fato de pensar sobre ele, alguns autores que atuam na área do desenvolvimento pessoal, riqueza e prosperidade, ao estudar esta lei por anos, afirmam que pensaram em cada detalhe de sua expansão, seja nos negócios, na família ou nos relacionamentos, tendo a certeza de que estes concretizar-se-iam!

Esta maneira de pensar, segundo o autor, é muito difícil, pois boa parte das pessoas têm preguiça de pensar, sendo simplesmente empurradas de um lado para outro da vida, seguindo o mundo das aparências, que exerce uma influência fortíssima, sim, como única realidade para as pessoas!

Portanto, conclui-se que a meta de uma ideia, de um desejo, seja um casamento, um carro, uma viagem, filhos ou o exercício de uma determinada profissão exige esforço, determinação, criatividade e foco!.

Esta maneira de pensar, portanto, não é tão fácil de se conseguir, colaborando com este pensamento, podemos incluir o livro de Paramahansa Yogananda, da autobiografia de um Yogue o qual afirma que o mundo é uma grande ilusão, no sentido de que este é o mundo manifestado, mas que o verdadeiro mundo, virgem, onde todas as possibilidades estão preparadas, pode cada ser humano ter acesso e gerá-lo, por meio do foco.

Interessante a anotação que o autor faz que há mais riqueza no mundo do que podemos imaginar, afirma que cada pessoa nos Estados Unidos ou Brasil, poderia se vestir com as roupas mais bonitas que o rei Salomão teria visto na época mais bela e rica de sua existência, se a humanidade soubesse e tivesse a coragem e determinação de utilizar este recurso.

A matéria amorfa a qual o autor usa, também chamada de massa sem forma ou éter, sempre procurando forma de expressão é gerada ou tecida continuamente no universo, como fonte inesgotável de riqueza e prosperidade pela própria natureza.

Todos os elementos naturais como as pedras preciosas, ouro, prata são formados por essa energia amorfa inteligente que procura expansão e continuação da vida pela eternidade.

Todos os planetas foram formados e são continuados por um pensamento inteligente que se existe nesta matéria fina e pode mudar as formas já existentes ou continuá-las.

O grande poder que o Ser humano têm nas mãos é de imprimir seu pensamento, seu desejo nesta matéria amorfa, que é inteligente, e dar continuidade à vida, podendo materializar, portanto, esse pensamento na matéria por ser uma expressão, ela mesma deste pensamento.

O autor nos adverte sobre a maneira correta de agir e pensar:

  • Não se pode, no caminho da prosperidade, agir com sentimento de competição, no sentido que, caso não fizer ou fizer algo alguém passará na frente, pois isso é uma restrição no pensar.
  • Não se pode, já tendo em vista a realização do poder da impressão dos desejos na matéria, adquirir ambição demasiada, pois ela acaba por cegar a pessoa, ultrapassando a intenção da prosperidade e abundância, passando a incluir interesses e desejos que estão além dos limites e capacidade de cada um;
  • Não se pode permanecer na riqueza, querendo tomar aquilo que é de outras pessoas para si, a caraterística divina da riqueza é que todos possam crescer, não na mesma velocidade ou com os mesmos recursos, mas que cada um tenha a oportunidade de aprender e crescer na vastidão ilimitada da riqueza
  • Complementarmente, a prosperidade, quando alcançada, é fruto do todo, é e será sua sem precisar tomar nada de ninguém, foi gerada pela abundância ilimitada divina, portanto aceite-a, peça por mais, busque mais, você não estará incorrendo em crime ou algo errado;
  • Não se deixe enganar por crenças limitantes, por filosofias e crendices as quais afirmam que é necessária a pobreza e sofrimento, como se Deus já tivesse feito tudo o que poderia ser feito e coubesse a você aceitar e se virar com o que têm, não! essa crença é falsa e não se adequa as leis Divinas.
  • Não se deve imaginar que esta maneira correta de fazer as coisas, imprimindo-as na matéria amorfa, pelo simples fato do pensar deve ser suficiente, não! ela exige que nossas mãos sejam as executoras, que sejamos a fábrica que expede as obras planejadas pelo pensamento, Continua>>>créditos da imagem: Image by Dean Moriarty from Pixabay
porFernando Pinheiro

Saiba tudo sobre o Minimalismo por meio da Resenha da Obra dos Minimalistas

Minimalismo: Viva uma Vida Significativa, de Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus, relata como os autores encontraram felicidade e uma vida significativa depois de rejeitar o “sonho americano” de riqueza e sucesso e abraçar o minimalismo. Com base em suas experiências, eles oferecem uma fórmula para viver uma vida significativa, eliminando posses e enredos estranhos e, em vez disso, concentrando-se em viver de acordo com um conjunto específico de valores pessoais.

Acesse uma versão sumária de como viver uma vida minimalista adquirindo o livro dos autores aqui


Ambos os homens, que eram amigos de infância, alcançaram o sucesso pelos padrões convencionais na casa dos vinte anos – trabalharam 70 horas por semana e foram vendedores importantes de sua empresa, ganhando elogios, prêmios e promoções. Mas eles não se sentiram satisfeitos e, portanto, seguindo os ditames da cultura do consumidor, buscaram a felicidade comprando coisas – casas grandes, carros de luxo, roupas, móveis e os eletrônicos mais recentes. Isso os deixou se sentindo tão vazios e deprimidos quanto antes, com o fardo adicional de uma montanha de dívidas.

Eles sabiam que algo tinha que mudar e realizaram um intenso reexame de suas vidas. Eles examinaram sistematicamente suas vidas para descobrir por que estavam infelizes e o que precisava mudar.

Primeiro, eles identificaram dezenas de “âncoras” – coisas ou situações que os fizeram sentir-se presos . Em seguida, eles priorizaram categorizando suas âncoras como maiores ou menores. As principais âncoras eram hipotecas, certos relacionamentos, pagamentos de carros, dívidas importantes e suas carreiras. As âncoras menores incluíam contas a cabo e internet, dívidas menores e bens desnecessários.

Eles se livraram do maior número possível de âncoras , começando com suas dívidas, que chegavam à faixa de seis dígitos. Eles cortam gastos em viagens, jantares caros e férias e trocam seus carros e casas caros por outros mais baratos. Eles também classificaram e venderam bens desnecessários. Eles usaram a poupança para pagar suas dívidas ao longo de dois anos.

Depois de limpar a desordem em suas vidas, eles se concentraram nos “Cinco Valores” que determinaram serem necessários para uma vida significativa: saúde, relacionamentos, paixões, crescimento e contribuição para os outros.

Minimalismo Ideia principal 1: Dinheiro e empregos estressantes não são chaves para a felicidade.

Muitas pessoas crescem com a expectativa de que conseguir um “bom emprego” é tudo. Nessa perspectiva, o verdadeiro “sucesso” se baseia em quão bom é o trabalho – o que depende em grande parte do tamanho do salário.

Mas a verdade é: dinheiro não compra felicidade.

Até as pessoas ricas lhe dirão que mais dinheiro vem com mais problemas, inclusive sendo tão estressado que você recorre a comer confortavelmente, gasta dinheiro com aparelhos sem sentido e constantemente pensa no futuro sem nunca aproveitar o presente.

O sucesso costuma ter outro grande custo: poucas horas para gastar com os entes queridos. Muitas crianças de famílias de adultos orientados para o sucesso são criadas por ajuda contratada, apenas para que seus pais possam gastar mais tempo ganhando dinheiro.

Assim, na maioria das vezes, a única coisa que o dinheiro realmente compra é uma felicidade.

Pergunte a si mesmo: vale a pena ter algum trabalho estressante?

O co-autor Ryan Nicodemus fez essa pergunta enquanto trabalhava no que muitos considerariam um ótimo trabalho. Ele estava em ascensão, sendo promovido a uma posição gerencial, mas o papel veio com semanas de trabalho de 80 horas e enormes quantidades de responsabilidade e pressão. O que resultou foi debilitante ansiedade, estresse e depressão.

Atualmente, Nicodemos acredita que não há dinheiro para justificar o custo de um trabalho estressante para a sua saúde mental. No entanto, quando você está envolvido na mentalidade do trabalho é tudo, parece que você sempre precisa ganhar mais e mais dinheiro.

Nicodemos e seu co-autor, Joshua Fields Millburn, pensaram que ficariam felizes quando atingissem US $ 50.000 por ano. Mas, depois de atingir esse marco, a meta rapidamente chegou a US $ 75.000, depois US $ 100.000 e assim por diante. Em nenhum momento eles se sentiram satisfeitos.

Parte do motivo de querer mais foi que, à medida que o salário aumentou, também aumentaram seus compromissos e responsabilidades financeiras – na forma de empréstimos, carros e hipotecas. Eventualmente, foi o suficiente e ambos deixaram o emprego e decidiram viver com menos dinheiro.

Foi nesse ponto que Millburn e Nicodemos finalmente experimentaram a felicidade. Tudo graças à sua decisão de adotar um estilo de vida minimalista, trabalhando e consumindo menos.

Mas, como veremos nos resumos do livro adiante, o ethos minimalista é mais do que dinheiro e trabalho; trata-se de abandonar tudo o que o impede.

Minimalismo Ideia principal  2: Para começar sua mudança para o minimalismo, saldar suas dívidas e organizar seu ambiente.

Se você se perguntar: “Quais são as âncoras que estão me arrastando para baixo?” a resposta pode não ser prontamente aparente. Mas há uma boa chance de você ter alguma forma de dívida, seja uma hipoteca, cartões de crédito ou empréstimos para estudantes, que pesa muito no seu bem-estar.

É por isso que o primeiro e mais importante passo para a vida minimalista é pagar todas as suas dívidas.

Em algum momento, você pode ter sido enganado por anúncios em cartão de crédito ou por um banqueiro dizendo para você tirar proveito de uma certa hipoteca, mas vamos deixar claro: não existe algo como “boa dívida”. Toda dívida é ruim, pura e simples.

Enquanto Joshua Milburn se preparava para uma existência minimalista, ele seguiu um orçamento rigoroso e passou dois anos economizando o máximo que pôde para pagar suas dívidas. Isso significava cem semanas sem férias, sem restaurantes e sem nenhum tipo de luxo. Mas valeu cada minuto pelo alívio que sentiu ao finalmente pagar suas dívidas. Agora ele estava livre para viver a vida que desejava.

Enquanto estiver organizando suas finanças, você também deve voltar sua atenção para reduzir a confusão de materiais.

Primeiro de tudo, é importante reconhecer que seus bens não são uma declaração significativa sobre quem você é como pessoa. Em vez disso, você deve se perguntar se seus pertences realmente o ajudam a viver no presente ou se eles o impedem de fazê-lo.

Por décadas, a mãe de Joshua Milburn tinha quatro caixas seladas em sua casa que ela nunca abriu. Eles continham todo pedaço de trabalho que John trouxera para casa da escola primária, desde testes de caligrafia a desenhos.

Millburn entendeu que ela estava guardando essas coisas em um esforço para segurar seu garotinho, mas as coisas queridas e significativas da vida não são objetos, são nossas memórias e relacionamentos. Isso não significa que você precisa jogar tudo fora, mas a mãe de Milburn poderia manter um desenho significativo em um quadro, em vez de quatro caixas fechadas.

Ao organizar, não apenas nos damos mais espaço físico para respirar, como também proporcionamos mais espaço para respiração mental. Ter objetos em toda parte disputando nossa atenção pode facilmente nos sobrecarregar mentalmente.

No próximo resumo do livro, veremos como seu corpo também pode ser organizado.

Minimalismo Ideia principal 3: Minimalismo também significa reduzir a quantidade de lixo que você coloca em seu corpo.

Não faltam dietas ou programas de condicionamento físico por aí. De fato, a enorme quantidade pode parecer esmagadora. Mas você pode evitar dietas da moda e correções temporárias reprogramando a maneira como pensa sobre seu corpo.

A partir de agora, pense nisso como uma máquina: quando você fornecer combustível de alta qualidade, permitirá que ele funcione no seu potencial máximo. Com esse estado de espírito, deve parecer óbvio que a comida lixo, como produtos processados ​​e pré-embalados, deve ser evitada.

Este tipo de alimento é cheio de aditivos e conservantes que agregam zero valor nutricional à sua dieta. Tudo o que eles fornecem são calorias vazias, especialmente açúcar, que são terríveis para sua saúde. Certamente, esses alimentos podem ter um bom sabor no momento, mas geralmente podem fazer você se sentir mal depois. Portanto, qualquer prazer temporário é superado pelos danos a longo prazo que podem causar à sua saúde física e ao seu humor.

Um bom regime de organização também deve incluir laticínios e pão.

Nós comemos trigo e leite pasteurizado por um período relativamente curto na história da humanidade – somente desde a invenção da agricultura. Nossos corpos nunca foram projetados para digerir as vastas quantidades de laticínios e pão contidos na dieta moderna média.

Portanto, se você tem intolerância ao glúten ou à lactose, pode se beneficiar com a redução desses alimentos e sua substituição por alimentos integrais naturais, como legumes, peixe e feijão. Depois de fazer esse ajuste em sua dieta, você logo encontrará um excesso de energia.

E isso é bom para o próximo passo: tirar o máximo proveito do seu corpo.

Fitness é algo que funciona melhor quando você tem uma mentalidade de crescimento constante, o que significa que você está sempre buscando mais do que a última vez – seja um tempo de corrida mais rápido, mais repetições ou pesos mais pesados.

Para adotar essa mentalidade, você precisa exigir mais de si mesmo. Para ajudar a fazer isso acontecer, você pode reprogramar seu pensamento de ” Eu deveria … ” para ” EU DEVO … ”

Não diga a si mesmo: “Eu deveria sair correndo três vezes esta semana;” em vez disso, diga “DEVO correr amanhã às 8h”

Com alguma persistência, você pode até fazer coisas novas.

Talvez você não possa fazer uma única flexão agora, mas provavelmente pode ficar pendurado na barra por 30 segundos. Então, faça isso e, amanhã, pendure por 40 segundos e continue fazendo mais até você aumentar a força do braço para fazer uma flexão.

Minimalismo Ideia principal 4: Mudança e aprimoramento não precisam afetar sua autenticidade; eles podem levar a melhores relacionamentos.

Amigos e entes queridos são importantes. Se você atualmente está se sentindo isolado ou infeliz com seus relacionamentos, pode ser hora para outra rodada de reprogramação, desta vez para se tornar mais aceitar de outros, bem como aparecendo mais aceitável para os outros.

O primeiro passo para fazer isso acontecer é ter vontade de mudar.

É inútil tentar mudar outras pessoas – na verdade, é cruel até tentar fazê-lo – mas é possível melhorar a si mesmo.

No entanto, você pode ser resistente à ideia de mudança se achar que não há nada de errado em ser seu “eu autêntico”. Mas é importante dar uma olhada honesta no seu comportamento e reconhecer quando você está fazendo algo que perturba as pessoas ou é um desvio.

Se você está insatisfeito por ser tímido, um ouvinte ruim ou acima do peso, não pense “esse é quem eu sou”. Em vez disso, faça algo a respeito e seja proativo em seu auto-aperfeiçoamento.

Mudar a si mesmo não está traindo sua autenticidade; é simplesmente uma maneira de atrair melhores relacionamentos. Você prefere ficar sozinho ou prefere trabalhar em si mesmo para ser um melhor conversador e uma pessoa mais atraente?

Outro caminho para o auto-aperfeiçoamento é aceitar mais pessoas com opiniões diferentes das suas.

Não pense que você deve encontrar alguém que pense e compartilhe as mesmas opiniões que você – isso é apenas mais uma falácia. Relacionamentos não são sobre Hobbies e gostos; eles são sobre amor, então você deve aceitar que as pessoas pensem de maneira diferente da sua.

Se mais pessoas tivessem a mente aberta sobre com quem se relacionavam, haveria muito menos pessoas solitárias no mundo!

Portanto, não apenas tolere e aceite os hábitos peculiares de seus entes queridos; respeite e aprecie-os!

Digamos que seu ente querido tenha um hobby que você acha irritante, como colecionar figuras de ação. Afinal, uma coleção tola não é o oposto da vida minimalista? Na verdade não, especialmente se eles obtiverem muito significado e prazer dessa coleção. Portanto, não os detenha; entenda que a coleção enriquece a vida de seu parceiro e, portanto, deve ser valorizada como parte do que faz dele a pessoa que você ama.

Com isso em mente, aqui estão as quatro etapas do método TARA para ajudá-lo a melhor tolerar, aceitar, respeitar e apreciar a pessoa com quem você está:

  • Tolerar seu hobby ou paixão únicos;
  • Aceite que sempre estará lá;
  • Respeite o esforço que seu parceiro coloca em seus passatempos;
  • Aprecie o hobby como parte da sua vida, porque é uma parte importante da vida do seu ente querido.

Minimalismo Ideia principal 5: Não deixe o trabalho defini-lo como pessoa.

Assim como vimos a importância de romper com a ideia de que dinheiro e trabalho são as coisas mais importantes da vida, também devemos evitar pensar que nossos empregos nos definem.

Pense desta maneira: você é uma pessoa complicada, com uma variedade de interesses e talentos, alguns dos quais ganham dinheiro, outros que custam dinheiro. Então você é muito mais do que apenas seu trabalho.

No entanto, é fácil cair na armadilha de deixar seu cargo definir você.

Muitas pessoas encontrarão um emprego em um determinado setor e sentirão que devem permanecer nesse setor pelo resto de suas vidas, como se isso fizesse parte de quem eles são. Mas lembre-se, um trabalho é apenas um trabalho. De fato, seu trabalho pode até ser uma âncora que o pesa.

Considere o seguinte: seu trabalho não é nem um dos cinco principais aspectos da vida. São eles: sua saúde, seus relacionamentos, suas paixões, seu crescimento pessoal e sua contribuição para a sociedade.

Estes são os aspectos da sua vida que fazem sentido para se comparar, não o seu cargo ou quanto dinheiro você ganha.

É por isso que você deve evitar a irritante pergunta de “Então, o que você faz?” Isso é frequentemente solicitado no início de uma conversa como se fosse a característica mais importante da vida de alguém e não apenas uma maneira diferente de perguntar: “Então, quanto dinheiro você ganha?”

Em vez disso, por que não perguntar a eles: “No que você gosta?” ou “Do que você é apaixonado?”

E se alguém lhe perguntar: “O que você faz?” você pode redirecionar a conversa dizendo algo como “Ah, eu faço muitas coisas, mas minha paixão atual é a jardinagem. E quanto a você?”

Minimalismo Ideia principal 6: Para obter mais liberdade, reduza sua dependência de dinheiro.

Um dos principais objetivos do minimalismo é gastar menos da sua vida trabalhando em um emprego. Naturalmente, isso significa encontrar maneiras de se tornar menos dependente de um grande salário.

Existem várias maneiras de ajudar com isso, incluindo aprender a fazer as coisas você mesmo, em vez de comprá-las, e vender a desordem desnecessária em sua casa. Mas a próxima reprogramação que você deve aprender é como viver com uma pequena renda.

O primeiro passo aqui é criar um orçamento mensal e cumpri-lo.

Portanto, comece fazendo uma lista de necessidades, que inclui todos os custos domésticos fundamentais, como alimentos, alimentos para animais, gás, eletricidade, seguros e transporte. Essas são necessidades básicas que precisam ser atendidas, portanto não há como contorná-las.

Em seguida, inicie uma segunda lista de desejos, que pode incluir categorias como roupas novas e entretenimento. Agora, no início de cada mês, separe seu dinheiro extra para que ambas as categorias recebam um orçamento. E para não quebrar o orçamento, você pode separá-los em diferentes contas de gastos.

Lembre-se de que cada real  do orçamento deve ser contabilizado. Portanto, se você se interessar pelo orçamento do entretenimento para comprar sapatos novos, terá que esperar até o próximo mês para ir a esse restaurante.

Para reduzir os ressentimentos e tornar as coisas justas, faça com que toda a família concorde com o orçamento. Como todo mundo tem a dizer, deve haver um sentimento de responsabilidade mútua em fazê-lo funcionar. Por exemplo, ao tornar as crianças parte do processo, elas saberão não se incomodar em tentar ganhar dinheiro extra para videogame quando esse dinheiro estiver sendo reservado para material escolar.

Mas ainda é aconselhável criar uma rede de segurança.

Depois de se preparar, você descobrirá que não é difícil viver confortavelmente com menos dinheiro, mas isso não significa que a vida não irá surpreendê-lo com algo inesperado, como uma doença ou o carro quebrando.

É por isso que é inteligente e sensato estabelecer um colchão/poupança de segurança de pelo menos R$1000,00  ( de 3 a 6 salários iniciais) . Você não deve fazer isso o mais rápido possível, mas também deve colocar o dinheiro em um local onde não seja fácil gastar.

Quando você estiver sem dívidas, poderá adicionar a essa rede de segurança. E com seus novos poderes de orçamento, você descobrirá que esse fundo pode crescer rapidamente.

Minimalismo Ideia principal 7: Tornar a vida mais gratificante e cheia de propósito, assumindo um trabalho difícil que contribui para a sociedade.

Então você cortou todas as suas âncoras e, finalmente, está livre de suas dependências. A única pergunta agora é: O que você fará com sua liberdade recém-descoberta?

Claro, você tem seus novos planos para ficar saudável, em forma e amigável, mas você não irá longe sem um forte objetivo em sua vida. E o verdadeiro propósito só vem de uma vida significativa que permite que você contribua ativamente para a sociedade.

Você pode pensar que doar dinheiro para uma instituição de caridade significa fazer o suficiente para a sociedade, mas você só pode ter sentido e propósito se estiver diretamente envolvido.

O que você certamente encontrará é que as atividades mais gratificantes são as mais desafiadoras.

Algumas atividades são fáceis, como ler no parque ou nadar na piscina, e embora as atividades fáceis sejam divertidas, elas não são muito úteis.

Atividades desafiadoras, por outro lado, podem nos fazer sentir desconfortáveis ​​enquanto estamos no meio delas, mas depois elas nos fazem sentir fantásticas. Isso pode incluir criar filhos ou correr uma maratona – há muitas dificuldades envolvidas, mas as recompensas fazem esses esforços valerem a pena e se tornam as experiências mais significativas em nossas vidas.

É por isso que esses são os tipos de eventos com os quais devemos procurar e construir nossas vidas, especialmente quando não apenas contribuímos para nossas vidas, mas para a sociedade como um todo.

Felizmente, não faltam instituições de caridade procurando voluntários para esse tipo de trabalho significativo, seja construindo casas acessíveis para os pobres ou transformando lotes vazios em hortas comunitárias. Este é um trabalho árduo, mas será extremamente gratificante quando você olhar para trás.

Você ainda pode tornar essas tarefas divertidas também.

Se você está construindo casas para os necessitados, há uma boa chance de alguns dias serem chuvosos ou frios, e o moral pode dar um mergulho, mas você pode se reunir para cantar músicas. Ou você pode ter um suprimento de emergência de chocolate quente.

Mas, diferentemente de um trabalho confortável no escritório, onde você pode nem entender como o seu trabalho contribui com algo de valor, esse trabalho difícil vem com um forte senso de propósito que facilitará muito os seus dias – não importa quão ruins sejam as condições pegue.

Em Revista: Resumo do Livro sobre Minimalismo

A mensagem principal deste resumo do livro:

Você não é o seu trabalho e não precisa de tanto dinheiro quanto pensa. Você pode reiniciar sua vida dispensando todas as “coisas” que você não precisa e os relacionamentos que estão arrastando você para baixo. Viver simplesmente o ajudará a se abrir e saborear uma vida mais significativa.

Fonte: adaptado do blog lifeclub.org, imagem Image by Michal Jarmoluk from Pixabay

porFernando Pinheiro

Buffettology: o método Warren Buffet de investir, parte 01

Atenção: a resenha não é um resumo, isto é, não representa uma cópia ou análise fiel da obra referenciada, são apenas comentários e observações do livro, caso queira adquirir a obra na íntegra, clicar neste link: e-book da amazon.


Este livro foi escrito por uma das esposas de um dos filhos de Warren Buffett – Mary Buffet a qual a firma que logo nos primeiros anos de casamento com um de seus filhos já descobrira os segredos de investimentos do maior ícone do mundo da bolsa do mundo, no entanto, fez voto de silêncio, ao menos durante o tempo em que estivesse casada com o moço.

Após o casamento, que parece ter durado 7 anos, ela, em parceria com uma pessoa a qual é bom de cálculos, resolveram publicar a metodologia dele, a qual será elencada resumidamente nos seguintes parágrafos:

 – Ele não se interessa pela média, como a Standard and Poor’s relata mas é um intensivo explorador das empresas individuais a qual investe

 – Procura investir nos tipos de empresa cujos produtos pode entender seja por sua sazonalidade, tipo de mercado etc..( não gosta de investir em empresas as quais apresentam sazonalidade, como companhias aéreas que faturam mais em épocas de férias

 – Em vez de “ficar atirando para todo lado” Warren se concentra em poucas empresas e se torna especialista naquele tipo de negócio/área

 – Procura comprar ações de empresas que detém certo monopólio de mercado por isso é um dos maiores detentores de coca-cola (bebidas/refrigerantes)

 – O melhor tempo para vender as ações é nunca, uma vez que o foco dele é o retorno anual da empresa, numa perspectiva ao menos de 10 anos para frente..

 – O livro mostra que Warren tem uma visão de longo prazo para com a empresa como se realmente fosse – e é/torna – dono da empresa, diferentemente dos técnicos ou maioria dos investidores de Wall Street que preferem atuar no curto prazo…

Curiosamente e com razão, Warren não paga dividendos, uma empresa com mais de 70 anos de idade a Berkshire Hathaway –  BRK-A, a qual pode ser comprado por qualquer home broker de corretora americana, cuja cotação está na casa de $215,00 (julho/2019) recebe em média 20% de valorização todos os anos – há mais de 32 anos – , seus dividendos são gigantescos, apresenta dívida mínima, no entanto não deposita participação para seus acionistas, uma vez que, entre os motivos citados no livro, afirma que a pessoa física individual pagaria, em média 15% de imposto sobre o recebimento, bem como iria diluir seu capital investindo em empresas as quais não remunerariam tão bem quanto Buffett, então ele prefere, como presidente da empresa, reinvestir os dividendos, garantindo, por este modo, a valorização do Ticker.

Em um momento do livro Mary afirma que são três variáveis as quais Warren procura em suas ações:

1 – annual profit, isto é, os dividendos mais somatórios de juros sobre capital bem como eventuais proventos, tal pode ser vistos nos sites de análises como payout anual

2 – Previsão de rentabilidade, este índice pode ser analisado com o fluxo de caixa da empresa, histórico de lucros, e endividamento, o que torna possível sim, prever se continuará lucrativa ou não.

3 – Preço da ação.

A autora faz algumas simulações para exemplificação a fim de demonstrar como o preço determina/influencia sobremodo a compra ou venda do ativo. Afirma que quanto menor o preço do ativo – share – maior o retorno e quanto maior o preço do ativo, menor o retorno, isso quando falamos sobre aquelas empresas que pagam dividendos. Há casos de empresas as quais não pagam dividendos, mas que, em contra partida, espera-se um crescimento exponencial no futuro, compensando o investidor no caso da venda do ativo. 

De maneira sábia Mary afirma que o investidor consciente compra ações baseado em uma perspectiva de negócio, assim como quando ocorrem fusões de uma empresa com a outra, a parte que compra uma empresa procura um aumento de sua renda anual com o faturamento desta empresa incorporada, diferentemente daqueles investidores que compram por pura especulação, a qual faz com que estas mesmas pessoas comprem por esperança. a existência da especulação no mercado explica os diferentes preços de ações, às vezes baixo, por frustrações ou baixas perspectivas, às veze alto demais por esperanças demasiadas ou inflações artificiais.

Assim como os gerentes de contas bancárias ganham na venda de produtos bancários, quanto mais altos os produtos a serem vendidos a seus clientes melhor, assim os gerentes o responsáveis das corretoras também procuram “vender” os produtos de corretora para os pequenos e grandes investidores, pois assim ganham em comissões.

No entanto, o foco do investidor não deve ser movimentar em comprar e vender freneticamente seus ativos, mas simplesmente saber o que comprar e pagar o preço. O próximo passo é receber as gratificações a nível anual.

A autora comenta que, se tivéssemos colocado 500 dólares na Berkshire a 32 anos atrás, hoje teríamos mais de 100 mil dólares, logicamente este cheque não iria chegar em sua porta, nem mesmo o imposto seria cobrado do investidor, caso permanecesse este investimento com a Berkshire. O imposto é cobrado imediatamente, assim que “sacado” o dinheiro da corretora.

A autora comenta algo o qual podemos ver os efeitos “catastróficos” do hábito de economizar anos a fio e perder a noção em deixar de usufruir um conforto merecido em torno de algumas centenas de dólares a mais:

Warren anda, mesmo após os 60 anos de idade em um carro relativamente velho na cidade de nascença e mora na mesma casa simples há mais de 40 anos…

Mary diz que na Washington PostGEICO, Warren conseguiu, por mais de quinze anos, rentabilidades de 15 a 20% ao ano, independente da troca de presidentes.

Algo bem interessante em termos de rendimento via payout ratios, onde o dividend yeld está presente é o que a Mary comenta no livro que, onde menor o preço a se pagar na ação, a tendência do rendimento será maior e o contrário também é verdadeiro, onde maior o preço a se pagar na ação, menor será o payout ao longo dos anos. Por exemplo, numa postagem do Guiainvest alguns dias atrás, houve um dado onde Warren, se não me falha a memória conseguiu 150% de rendimentos em uma determinada ação, isto porque, quando ele comprou aquela ação por alguns centavos, a mesma já pagava na casa de 10% de dividendos anuais, acontece que a precificação da empresa aumentou significativamente, lhe dando, 10 anos mais tarde 3 ou 4 reais de rendimentos anuais, o que significa, dentro do preço pago vários anos antes, um rendimento muito superior ao preço pago pela ação…

Algo muito interessante, divisor de águas para Warren, que determina se ele investe em uma determinada empresa ou não é o tipo de mercado ao qual esta está inserida. Há dois tipos de empresas a se investir neste cenário, as quais podem ser denominadas:

  1. Empresas de consumo: as empresas de consumo, como o próprio nome diz, são empresas as quais têm como foco o consumidor final, identificáveis como aquelas as quais apresentam muita concorrência no mercado, cujo fator determinante, na escolha do consumidor, será o preço. Também conhecidas como low costs (aviação?) as empresas com políticas de preços baixos, terão margens de lucros pequenas, terão de criar frequentemente novos produtos, alterar a forma de apresentação das marcas, modificar embalagens e, portanto investir em propaganda, a fim de manter um nível aceitável de vendas, o que resultará em uma remuneração por ação moderada ou modesta para o investidor. Warren evita tais empresas. Continua>>>
porFernando Pinheiro

Buffettology: o método Warren Buffet de investir, parte 02

Atenção: a resenha não é um resumo, isto é, não representa uma cópia ou análise fiel da obra referenciada, são apenas comentários e observações do livro, caso queira adquirir a obra na íntegra, clicar neste link: e-book da amazon.

b) Empresas de monopólio: como o próprio nome diz, as empresas de monopólio, ao contrário das empresas tipicamente de consumo, não precisam brigar por clientes, apresentar preços competitivos, pois estas são únicas no mercado (Coca-Cola?). Alguns exemplos cujas empresas estão no portfólio atual de Warren são a Coca Cola e a Apple. No entanto, várias outras empresas norte americanas, por exemplo poderiam ser consideradas monopólios, por terem em suas carteiras uma grande fatia de mercado como o Bank o America, (BAC), a Google, Facebook, VISA, Mastercard, no Brasil podemos citar, COPEL empresa pública que monopoliza a entrega de energia elétrica, Sanepar, empresa que monopoliza a entrega de água entre outras. Dessa forma a rentabilidade anual dificilmente cairá, podendo este tipo de empresa continuar, com certa previsibilidade, altas taxas de payouts.

 Um dado interessante escrito por Mary é que o mestre de Warren Benjamin Graham, comentou certa vez um estudo realizado no qual uma empresa cresce à proporção que retém os lucros para si, subtraídos os lucros divididos aos acionistas por meio dos dividendos, por exemplo, se a empresa cresce a 12% ao ano, paga 8% de dividendos anuais aos acionistas, esta mesma empresa irá crescer, portanto, 4% ao ano; no entanto Warren, em seus estudos posteriores, percebeu que em sua grande maioria, as empresas não faziam, de fato este caminho, crescendo muito pouco ou somente mantinham seu status ao longo do tempo. Em outras palavras, os acionistas da maioria das empresas tinham dificuldade enorme de crescer, ampliar seu portfólio.

Nesta mesma linha, Warren evitava empresas as quais tinham ganhos esporádicos, focava nas empresas as quais tinham ganhos consistentes, ano após ano. Isto têm o lado positivo e negativo, cada pequeno investidor pode conhecer o seu perfil de investimentos ou o tipo de portfólio que deseja construir ou manter a fim de seguir ou não esta dica de Warren, por exemplo, investir em suas empresas Berkshire Hathaway, pode ser vantajoso para quem quer, a certo modo, aumento de capital, somente, uma vez que a empresa citada não distribui os dividendos, incorporando-a a si mesma, mas não tão vantajoso a um terceiro o qual quer construir uma renda passiva vitalícia, o que se dá por meio dos dividendos pagos das ações, para isso ele deve investir naquelas que distribuem o capital, independentemente do crescimento anual.

Uma das estratégias de negócio em si as quais o mestre dos investimentos usa para investir é procurar empresas as quais não necessita, de fato ampliar a carteira de produtos ou comprar mais máquinas para crescer, mas sim apenas expandir para novos territórios dado o core do negócio ser lucrativo em si ou visando o crescimento adquirindo novos negócios/concorrentes.

3 São os detalhes os quais fizeram Warren investir seu dinheiro em algumas empresas americanas e estrangeiras:

  1. empresas as quais são altamente lucrativas, com bom e permanente fluxo de caixa
  2. estas mesmas empresas as quais conseguem manter os lucros para si, em vez de distribuir profusamente gastar estes lucros
  3. empresas as quais, em seu modelo de negócio, não precisem gastar seus lucros para repor/manter seu produto ou serviço em funcionamento.

Corroborando argumentos já colocados nos tópicos acima, um dos tipos de empresa a investir o qual Warrent usaria, seria aquela onde os usuários usam e descartam rapidamente, devido a necessidade, tais como Gillete para homen ou absorvente para mulher, uma vez que, independentemente de crises, estações do ano ou outra sazonalidade, o fluxo de caixa permanece praticamente constante.

 A autora dá exemplo de como a concorrência, a briga entre preços destrói o pequeno investidor, ela disse que há alguns anos o preço de uma passagem aérea de oklahoma para Paris era de 1000 dólares e, embora nos últimos 30 anos os custos com combustível, mecânica, seguros, manutenção tenha aumentado 4x, o preço caiu para 500 dólares. Bom para o consumidor, terrível para o investidor.

Empresas as quais ficam na memória do consumidor, como Hershey’s chocolates https://www.marketwatch.com/investing/stock/hsy, Coca-Cola entre outros. A autora mostra que o portfólio do investidor tende a ser um reflexo das empresas que mais têm lucratividade no ramo em que atua, por exemplo uma farmácia têm que ter Doril, Dorflex, Gillete, Rexona, uma supermercado têm de possuir os produtos da Unilever e Proctor e Gamble.

Nesta linha de raciocínio, Warren investe nas empresas que têm grande marca à frente, uma vez que, por exemplo, a farmácia ou supermercado, caso deixe de vender os produtos das grandes marcas, entrará em falência, já a marca em si continuará tendo lucratividade, em função do trabalho realizado sobre seu branding.

Logo após esta explanação, a autora do livro relata sobre a questão do marketing, sobre campanhas de Televisão, shows e rádio como veículo para que as marcas venham a ser disputadas entre os clientes. Basicamente, a mídia é o campo de batalha entre as marcas, vencendo aquela que têm maior participação do mercado. Mary Buffett afirma que, no método Warren, ele investe consistentemente, em especial nas capitais, nos produtos de sua holding, dizendo que há, no momento da confecção do livro, aproximadamente 67 companhias de televisão a se explorar neste sentido.

Interessante que no livro a autora mostra uma das maiores empresas de Mídia no mundo,a Interpuplichttps://www.interpublic.com/, no site da empresa, assim como no livro, podemos verificar que a empresa é detentora de centenas de afiliadas espalhadas pelo mundo todo, em especial agências de marketing que desenvolvem campanhas de marketing digital, televisiva, entre outras, em termos de funcionários, é a maior do mundo, com 54000 empregados, cuja propriedade, Warren, conhecendo o potencial único deste tipo de ramo de serviço, adquiriu participação de 17%.

Outro tipo de negócio que Warren aplica, dada a sua baixa volatilidade, mesmo em épocas de crises, as quais, inclusive, geram dividendos para os detentores mesmo quando seus clientes estão “inadimplentes” são as bandeiras de cartão de crédito, como a American Express, https://www.marketwatch.com/investing/stock/axp, cujas ações estavam $100,00 (cem dólares) em 2018 e passaram a $120,00 (cento e vinte) dólares em 2019, um aumento de 20%!, além disso, este tipo de empresa não precisa pagar por altos salários a seus funcionários, pois exigem baixa formação técnica para tal, bem como, não necessitam de altos investimentos para manter e expandir a estrutura de recebimento/fluxo de caixa.

A autora comenta que, segundo a época de lançamento do livro, a melhor maneira de descobrir se era possível ou não investir em uma empresa, era descobrir seus relatórios anuais, balanços. A autora recomenda algumas medidas as quais estão desatualizadas outras nem tanto, por exemplo, recomenda ligar para as empresas solicitando gratuitamente os relatórios ou balanços anuais, bem como visualizar a revista Smart Money. Acontece que a revista foi incorporada há anos no site MarketWatch.com e, com rápida pesquisa no Google, se a empresa tiver ações disponíveis ao público, todas as informações de balanço poderão ser acessadas, devido à lei que obriga a divulgação para empresas de companhia aberta. No entanto, há empresas as quais fazem trade com suas ações, porém não são públicas, neste caso, ainda que consiga fazer uma ligação telefônica para tal empresa, ela não será obrigada a lhe fornecer qualquer tipo de informação quanto aos preços das ações, distribuição de dividendos e crescimento anual, por exemplo.

Dentro deste tema de pesquisa sobre qual ação investir a autora dá uma dica valiosa, em especial para aqueles que querem manter uma carteira dolarizada, isto é, com ativos em dólar, o que é interessante para quando o real estiver desvalorizado em relação ao dólar,a fim de deixar a carteira mais balanceada.

É conhecer a Value line Investment Survey,  a qual, na época, era uma revista que publicava periodicamente um estudo de 1700 empresas na Bolsa de Nova York, Nasdaq e outros bolsas americanas, juntas, estas empresas formavam mais de 95% de todas as transações do mercado financeiro americano. Interessante que esta revista está viva até hoje, mas não no formato impresso, como na época, mas sim no formato digital, por meio deste site: https://www.valueline.com/, como o próprio site afirma, é uma empresa que está ativa há mais de 80 anos, cobrindo com avaliações as empresas indicadas ao investimento. Apresentam-se como uma companhia independente, sem viés, cujos mais de 70 auditores e analistas não podem aplicar nas próprias ações que recomendam, segundo as melhores políticas de casa de investimento do mundo. Continua>>>

porFernando Pinheiro

Buffettology: o método Warren Buffet de investir, parte 03

Atenção: a resenha não é um resumo, isto é, não representa uma cópia ou análise fiel da obra referenciada, são apenas comentários e observações do livro, caso queira adquirir a obra na íntegra, clicar neste link: e-book da amazon.

[…] No site acima, pode-se listar as empresas e verificar dados técnicos das mesmas, bem como relatórios personalizados uma a uma com comentário de analistas.

Um caso curioso é que, ainda mais se tratando de análise de empresas, se “puxarmos” qualquer relatório das 10 mais lucrativas empresas do planeta, em termos de valor, a Microsoft certamente irá figurar entre elas.

Particularmente, Warren afirma categoricamente que admira a empresa, em especial seu CEO, Bill Gates, o qual têm afinidade e inclusive amizade, no entanto, como este trabalha em uma área a qual Warren não têm conhecimento que é a informática, diga-se de passagem que Warren até hoje não utiliza computador e ganhou toda a sua fortuna sem o uso deste, portanto, por desconhecimento do ramo, não investe em tal empresa, por não conseguir fazer projeções de lucratividade da mesma.

Atualmente qualquer indivíduo com o uso da Internet pode, em alguns minutos, verificar praticamente todas as informações financeiras das empresas as quais pretende investir, alguns autores afirmam inclusive que esta é a parte mais fácil do processo de investimento, a parte mais difícil, é a de viver com menos do que se ganha e procurar aumentar a renda ou torná-la escalável.

Ela comenta, além do modo pelo qual Warren analisa e escolhe as empresas, um dos autores preferidos dele Sendo Philip Fisher, sendo um de seus melhores livros “Ações comuns, lucros extraordinários”.

A autora afirma que uma das estratégias mais úteis e pouco exploradas é a chamada scutlebut, na qual o pequeno investidor vai pessoalmente tanto na empresa que fabrica o produto quando na loja que revende o produto a fim de obter informações valiosas, muitas das quais, às vezes, nem mesmo estão disponíveis ou refletidas no mercado.

Por exemplo, ela afirma que, certa vez gostaria de investir na empresa Marlboro, da Philip Morris. No entanto, soube que, rapidamente os preços do cigarro haviam abaixado e talvez seja porque estava perdendo para a concorrência ou talvez que a empresa poderia estar em maus lençóis. No entanto com conversa telefônica com um dos responsáveis pela área de investidores, aquilo se tratava de uma estratégia para angariar mais participação no mercado. Com uma visita a uma loja de conveniência, Mary Buffett perguntou ao gerente da loja se a queda do preço do cigarro havia impactado sobre as vendas. O mesmo disse que sim, que as vendas subiram com isso. Antes que o aumento das vendas fossem divulgadas nos relatórios públicos, ela já sabia que o valor da ação iria subir em função das vendas aumentadas.

O mesmo aconteceu com Warren a respeito da GEICO, empresa de seguros, antes de investir quase dois milhões de dólares na empresa há décadas atrás, ele, em uma viagem a Washington DC, teve um “apresentação gratuita” da empresa diretamente com o supervisor da área de investimentos, na sua sala de escritório no sexto andar de um prédio da capital.

Desde então foi uma relação de amor que nunca mais terminou. Na verdade, as ações da GEICO nem mais podem ser compradas individualmente, elas podem ser compradas indiretamente, pois foram incorporadas pela Berkshire Hathaway, cujo dono é o próprio Warren e, cujo sticker da ação pode ser visto aqui: https://www.marketwatch.com/investing/stock/brk. 

Interessante que a autora, com suas próprias palavras, assim como fez Benjamin Graham, o professor de Warren Buffett, citou como o mercado como um todo, na maioria das vezes não consegue refletir o valor real das empresas as quais estão listadas, uma vez que costumam pensar no curto prazo e não a longo prazo.

Cita um exemplo o qual poderia realmente ilustrar como isto acontece: uma estação de ski dá lucros para toda uma família há mais de 30 anos. Quando neva bem e o mercado está bom, faturam cerca de 300 mil dólares no ano, quando neva bem e o mercado está aquecido, podem chegar a faturar 600 mil dólares. No entanto, eventualmente pode não nevar em determinado ano, e com isso a empresa não faturar nada. Só por isso podemos afirmar que a empresa não têm valor?

Pois bem, quando a empresa vai bem e divulga seus relatórios de ganho o preço das ações sobem, mas quando a empresa divulga seus últimos relatórios nos quais revelam zero em vendas o preço da ação despenca. Portanto, não basta ver relatórios para realmente precificar as ações, mas sim entender o negócio em si. Luiz Barsi filho, um dos maiores investidores do Brasil afirma seguir por esta técnica, pois não vende as ações a qual é detentor, mesmo em épocas de baixa. 

A autora afirma que, em sua jornada como investidor, foi normal Warren investir em empresas que tomaram decisões erradas e que, algumas vezes, particularmente interferiu, quando questionado, sobre o futuro da empresa. A autora cita dois casos: no primeiro dele foi quando a GENCO seguros passou de uma empresa a qual vendia seguros para motoristas “qualificados”, isto é, de baixo risco de acidentes para qualquer indivíduo que batesse em sua porta. Em pouco mais de alguns meses, esta mudança de estratégia fez com que a empresa perdesse centenas de milhões de dólares pois o perfil destes novos clientes era de pessoas as quais se acidentavam com mais frequência do que as primeiras, fazendo com que a empresa beirasse à falência. Depois de questionado, Warren disse para o Presidente da empresa que voltasse à política anterior, e basicamente que quantidade não equivale à qualidade. Com isso a empresa se recuperou e continua sendo lucrativa até hoje.

Outro caso foi da empresa American Express, na década de 60, conhecido como o “Escândalo do óleo de salada” https://en.wikipedia.org/wiki/Salad_Oil_scandal do dealer conhecido como Antony de Angelis, o qual conseguiu fortuna ao afirmar que tinha milhares de litros de óleo para o governo americano, dentro de navios atracados no porto, e, como a água não se mistura com óleo, conseguiu enganar os inspetores misturando água com óleo, angariando mais de 160 milhões de dólares em crédito. Ao final, como não conseguiu entregar o produto acordado com o governo Federal Americano, o qual iria utilizar o óleo nas escolas americanas, tal empresário pegou sete anos de cadeia.

Warren, conhecendo o potencial de crescimento vegetativo da American Express, de baixo custo de manutenção, mesmo diante de uma desvalorização que alcançou patamares de 50% das ações, cujo caixa ficou defasado em mais de sessenta milhões de dólares, Warren comprou ainda mais ações neste caso, investindo 40% de todo seu capital em tais ações na época, adquirindo 5% de participação na empresa, conseguindo 10 anos depois vender as mesmas ações com lucro de 20 milhões de dólares. Embora os números sejam grandes para o pequeno investidor, o que chama a atenção, no entanto é a estratégia utilizada, de comprar na baixa e vender na alta, de conhecer a empresa, seu ramo de atuação, seus custos e seu potencial de crescimento, suas projeções e não se deixar iludir pelos números os quais são divulgados pela mídia e relatórios mal confeccionados, com foco no curto prazo.

Fato conhecido da “maneira Warren de investir” é que este não adota um estilo de pulverização do capital em diferentes empresas, isto é o mesmo que dizer que ele não têm um portfólio diversificado de empresas para investir, na verdade, ele refuta esta ideia afirmando que as pessoas investem em dezenas de empresas ao mesmo tempo como alternativa para fugir de sua própria estupidez, no sentido de não conhecer a fundo o negócio o qual estão dispostos a alocar seu capital. Com isso, podemos concluir que ele investe em poucas empresas, ao mesmo tempo que é profundo conhecedor deste negócio tanto intrínseca como extrinsecamente.

Ao contrário de seu instrutor inicial, Benjamin Graham, o qual indicava o investimento em 100 empresas ao mesmo tempo, Warren seguiu os passos do britânico e economista John Keynes, o qual indicava o investimento em apenas 10 empresas, pois o trabalho seria reduzido e faria sentido assim o fazer se bem entendesse da empresa e aplicasse nelas somente se fizesse sentido em termos de lucratividade.

Em um certo momento, Mary Buffett aborda uma estratégia defendida por Warren conhecido como perfect pitch. A qual, conforme é utilizado por grande parte dos investidores de longo prazo, assim como Warren o é, simplesmente é aguardar o momento perfeito de realizar um investimento, no caso, em geral, se trata de momentos os quais as ações estão subvalorizadas, ou com queda repentina no preço das ações devido a uma notícia, fato, aquisição, ou outro evento o qual pode ter impacto grande na mídia, mas que não afeta significativamente a estrutura econômico-financeira da empresa, como montante de dívidas, liquidez corrente e distribuição de dividendos e monopolização de mercado.

A maneira de enxergar os investimentos, segundo Mary Buffett, poderia ser comparada a maneira de um homem olhar sua esposa. Imagine se, a cada semana você resolvesse trocar de mulher porque conseguiu ver atributos melhores, mais atraentes em outro tipo de mulher, como seria sua vida conjugal? ou visto por outro ângulo, imagine se, após decidir-se focar em uma área de estudos, por exemplo medicina, portanto, matricular-se em um curso de medicina e após 4 anos você, após ler uma matéria de jornal que um advogado estava ganhando milhões de dólares trabalhando em uma especialidade você resolvesse abandonar o curso de medicina e fazer direito, e, ainda assim, prestes a terminar o curso percebesse pelo noticiário que alguns brokers, no mercado financeiro de Nova York estavam fazendo dezenas de milhares de dólares ao atuarem no mercado financeiro e depois você migrasse para a carreira financeira, como estaria sua vida profissional neste sentido? O mesmo ele defende para as ações. O que aconteceria com seu portfólio se mês após mês o investidor troca de ações compra e vende ativos? 

Qual tempo teria de conhecer e reinvestir, caso tomasse boa decisão de compra?

Mary afirma que várias empresas boas foram compradas desta maneira inclusive Washington Post, a qual Warren adquiriu na década de 60, empresa a qual ele trabalhou, como entregador de jornais enquanto criança.

Mais de 40 anos depois esta mesma empresa fora adquirida por Bezos, dono da Amazon, por mais de 250 milhões de dólares, porém Warren preferiu não adquirir nenhum centavo desta companhia, percebendo que ela não tinha nenhum plano consistente em minimizar o declínio dos materiais impressos em relação aos conteúdos digitais.  Ao final do livro, Mary Buffett comenta que um dos maiores ganhos de Warren foi ter adquirido empresas de seguradoras, pois estas tinham ótimo fluxo de caixa e grande lucratividade anualmente, foram os primeiros bilhões de Warren adquiridos livres para aquisições de novas empresas oriundas de seguradoras, que o fizeram brilhar no mercado financeiro. Ao término do livro, a autora chama os leitores de buffetologistas, como especialistas do método Warren de investir.