Resenha de Livro: Mais Esperto que o Diabo – parte 01

porFernando Pinheiro

Resenha de Livro: Mais Esperto que o Diabo – parte 019 min read

Um dos livros de empreendedorismo mais vendidos no Brasil, Napoleon Hill faz sucesso há décadas no mundo todo, com dezenas de livros publicados contendo ensinamentos de psicologia empreendedora, negócios, mindset, autoconhecimento entre outros, aproveite!

Atenção: a resenha não é um resumo, isto é, não representa uma cópia ou análise fiel da obra referenciada, são apenas comentários e observações do livro, caso queira adquirir a obra na íntegra, clicar neste link: e-book da amazon

Depois de entrevistados mais de 25000 derrotados e apenas  500 pessoas de sucesso, tendo passado mais de 20 anos entrevistando homens e mulheres, com a parceria e apoio de Dale Carnegie, Napoleon Hill já tinha sido avisado que aprenderia mais com os fracassos do que com as vitórias…

Estes estudos tinham por finalidade o estudo e posterior publicação das causas e consequências das pessoas que conseguem atingir a prosperidade em suas vidas.

Napoleon Hill já tinha publicado 17 leis do triunfo e 30 tipos de  fracassos, mas queria mais…queria, além daquele esqueleto, mostrar a carne do sucesso, da vida, da experiência como diferenciar cada um daqueles elementos.

Depois de vários casos de sucesso e derrota, de parcerias e aberturas de empresas, as quais em sua maioria tinha dado certo, mas que, com desentendimentos com sócios e parceiros, às vezes simplesmente entregava a empresa, para se livrar de dores de cabeça, chegou a um momento que estava no fundo do poço, sem dinheiro, sem perspectivas, com 3 filhos para criar…

Mostra que, assim como tinha previsto Dale Carnegie, quando estivesse em um momento de fracasso temporário, iria conhecer um outro eu que iria lhe instigar para novos e desafiadores momentos, um pensamento cruzou como um raio em sua mente: termine de publicar seus manuscritos sobre como alcançar a felicidade e realização em vida, após a guerra mundial, milhares de pessoas irão procurar esta informação e a irão encontrar por meio de você, esta é sua missão na terra, a felicidade, por ti tão almejada, não irá ser encontrada até que realize esta tarefa!

Por diversas vezes Napoleon Hill comenta que, iria encontrar seu “outro eu”, o qual iria lhe dar ensinamentos valiosos, devido a espaçosos momentos de reflexão e distância do seu eu comun que, muitas vezes atua de maneira automática, no medo, fazendo-o cometer fracassos.

Mais adiante, esse outro eu dá comandos a Napoleon Hill, como por exemplo no episódio em que este empresta $50,00 dólares de seu cunhado para ir até a filadélfia, viagem esta que duraria uma noite inteira…e assim o fez, disse que lá ocupou o quarto mais suntuoso de hotel, aproximadamente 20x mais caro que a diario de um hotel simples, que custava meros 1 dólar a diária.

No final de semana que passar no hotel, por diversas vezes sentiu este outro eu no comando, o qual destronara a figura do medo que tomara conta de sua personalidade a maior parte de sua vida.

É como duas pessoas a viver no corpo, uma chamada fé outra chamada medo, esse outro eu não é algo sobrenatural, ou errado, mas aquele que te guia para realização de sonhos.

Nesta viagem, basicamente, seguindo esta voz interior de seu outro eu, ele, ao listar mais de 250 nomes dos entrevistados que tivera contato, num dado momento teve a certeza absoluta de um determinado nome, o qual, com a resposta de um telegrama, veio ao seu encontro na filadélfia e patrocinou com uma quantia de 25 mil dólares  a publicação de seus livros, cujas vendas podiam tranquilamente cobrir suas despesas por um bom tempo. 

Milhares de alunos seus foram impactados e as obras foram entregues em todo o território americano e além. Ao abrir o envelope com o cheque, uma frase veio ao seu encontro: a única limitação que você pode ter é aquela imposta por ti mesmo.

O autor reforça que, nos momentos de maior fracasso, os quais sempre devem ser temporários, há uma semente para algo de extraordinário e bom a acontecer na vida do indivíduo, de maneira equivalente, mesmo que este algo extraordinário não seja visto, imediatamente, mas a semente estará lá, pronta para germinar e dar resultados. O autor lembra que, mesmo ouvindo centenas de pessoas de sucesso em sua vida de entrevistador, nenhum destes momentos foi tão peculiar quanto esses, de estar seguindo sua voz interior, com certeza infalível, muitas vezes textual, daquilo que deveria ser feito.

O mesmo ocorreu para sua viagem a filadélfia, escolha do nome do patrocinador e agora na ideia de fazer um curso para pessoas que recém saíram da faculdade, pois estes estavam ainda imaturos para a realidade que os aguardavam no mercado, em especial na área de vendas, por isso focou na área de vendas de veículos automotivos, o que o reitor de uma universidade aprovou, gerando-lhe uma renda formidável por vários meses seguidos…

O autor deixa claro que, descobrindo esta particularidade nele mesmo, de encontrar as respostas ou ter acesso a um conhecimento que tem todas as respostas, para qualquer problema, motivou-o a escrever este livro, com a finalidade específica de ajudar o maior número possível de pessoas, as quais que estão passando por problemas iguais ou piores do que o dele.

Nesta época, da grande crise de 1929, a qual ele estava bem no meio, estar falando de riqueza e prosperidade, foi motivo de gargalhada por ele mesmo expressada por alguns momentos, mas que, com firme propósito, foi rapidamente dispersa pelo forte desejo de finalizar a obra que havia determinado em fazer, que era publicar os manuscritos da sua ciência.

A ganância, medo e inveja impedem que este outro eu se desenvolva e possa tomar posse da nossa vida, evitando assim paz e felicidade na vida.

O autor coloca que desenvolveu uma maneira nova de rezar, no sentido de estar sempre rezando, sem a necessidade de passar um sufoco para tal, esta ligação íntima com uma força superior, levou-o a ser grato por tudo o que têm, inclusive seu corpo sadio, sua mente e sua liberdade.

Neste sentido de apreciação, recomenda elencar uma lista de tudo aquilo que se possui e ser grato por cada uma das coisas da lista, estas coisas podem inclusive conter coisas que estão na natureza, as quais são bondosamente oferecidas para nós, como os alimentos.

Citando Thomas Edson o qual afirmou que entrevistou pessoalmente, afirma que as tentativas e erros são típicas daqueles que chegam ao sucesso, pois o mesmo tentou mais de 10.000 vezes “segurar” a energia elétrica que antes era perceptível somente por meio dos raios.

A fé raciocinada, a persistência, leva a pessoa da crença à convicção e depois a realidade daquilo que antes estava somente na mente do indivíduo.

Relata que, no período da grande crise estava com uma situação difícil: se via diante de uma missão de ser o pioneiro na teoria do sucesso, tendo entrevistado mais de 500 das pessoas mais poderosas da época, mas estava quebrado, sem as terras que tinha nas montanhas, bem como os fundos que estavam depositados no banco, pois este havia quebrado com a grande crise de 29.

Além disso, revendo suas próprias teorias, estava atuando como um lobo solitário, sem aplicar os princípios do MasterMind o qual identificara nitidamente em pessoas com as mentes mais desenvolvidas, estava em desacordo, portanto, tanto financeiramente, quanto pessoalmente com a teoria do sucesso.

No entanto, estava com o firme propósito de continuar, haja vista que esta mesma teoria afirmava que, diante de um fracasso temporário, estará, de forma compensatória, a chave para uma mudança de forma proporcional, para melhor, bastando que tenha olhos e a mente aberta. Cita o sexto sentido como sendo útil e válido para a tomada de decisões – intuição.

O autor afirma que, assim como diz o título do livro, ele faz uma entrevista com o Diabo, não devendo o leitor imaginar se é o Diabo de verdade ou um fictício, mas sim focar nas palavras e no conteúdo do diálogo.

Neste diálogo, o Diabo afirma que atua na mente das pessoas, que ele é uma energia que, de fato, está presente em toda a matéria, na forma de energia escura ou negativa.

Controla as pessoas diante de 6 medos principais:

1 – medo da crítica

2 – medo da velhice

3 – medo da pobreza

4 – medo de ficar sozinho

5 – medo da perda da saúde

6 – medo da morte

Ele afirma que o medo da pobreza e o medo da morte são os mais fortes instrumentos que o Diabo têm para amarrar as pessoas, pois estes dois tipos de medo assolam as pessoas em um ou outro momento da vida, e, às vezes, consecutivamente, deixando-as aprisionadas, acreditando que elas é que são as formadoras de tais medos, e não do Diabo, para ele, não importa se o medo é real ou fictício, o que importa é que ele ache lugar no cérebro dos indivíduos a fim de manter controle sobre elas, assim como o faz em pelo menos 98% das pessoas.

Interessante que, em um momento da entrevista, o Diabo afirma que, para que as pessoas fiquem fora do controle dele, basta que elas “pensem”, portanto, não afirmou que estas devam ter “apenas” pensamentos positivos, como sua oposição trabalha, com imagens se benevolência, perdão, amor, caridade, fé, mas sim que apenas façam uso de sua capacidade intelectiva.

Afirma que o poder que acumula vem dos próprios indivíduos quando estes passam para o lado espiritual, apoderando-se de suas energias. Afirma ainda que seus inimigos são todos aqueles que ensinam as pessoas a pensarem de forma independente, lógica, tal qual ele mesmo Napoleon Hill estava fazendo com a publicação de suas obras.

A pobreza e a doença também são duas de suas maiores armas, pois fazem com que as pessoas deixem de usar o potencial que elas têm por natureza, deixando-as fracas e, assim, mais fáceis de controlar.

Durante a entrevista, o Diabo afirma que controla as mentes dos jovens por meio do cigarro e do álcool, afirmando que o cigarro têm especial poder sobre elas, ao diminuir a resistência e desencorajar a persistência, além de outras formas que fragilizam as relações humanas.

Afirma ainda que muitos jovens são surpreendentes em sua criatividade assim que são introduzidos ao cigarro, pois este têm uma porta de entrada para a bebida, à luxúria do sexo entre outras regalias da qual o Diabo gosta.

Após breve crítica da forma nefasta com o que o Diabo conquista e domina as pessoas ainda em vida, atormentando-as, o Diabo afirma que, em vez de criticá-lo, o autor deveria segui-lo, imitando-o, bastando para isso que tenha paciência e resiliência, na consecução de seus propósitos.

Continua>>>

Sobre o Autor

Fernando Pinheiro administrator

Fernando Pinheiro é formado em Administração de Empresas com especialização em Gestão Empresarial. Professor convidado em várias Universidades do Noroeste e Norte do Paraná, montou este blogue sobre Finanças e Investimentos para ajudar a você se tornar mais próspero.

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