Resenha do livro A ciência para ficar rico – parte 02

porFernando Pinheiro

Resenha do livro A ciência para ficar rico – parte 029 min read

A ciência para ficar rico se trata de um livro considerado best seller, publicado por Wallace D. Walltes,  para aqueles que desejam encontrar os princípios e estratégias para alcançar a riqueza, inspirou o filme do segredo que conquistou milhões de famílias ao redor do globo, em 2006.

Atenção: a resenha não é um resumo, isto é, não representa uma cópia ou análise fiel da obra referenciada, são apenas comentários e observações do livro, caso queira adquirir a obra na íntegra, clicar neste link: e-book da amazon

Ouça o áudio do livro aqui:


  • muitos acreditam que este livro que deu origem ao filme do segredo não funcionam por se esquecem deste detalhe, se atém muito ao pensamento na ilusão de que ele funciona como mágica, trazendo as posses, experiências e prazeres sem lembrarem-se que o trabalho é a segunda parte da equação, sem a qual, não terá resultado. Colocam o erro ou defeito na lei da atração, sem responsabilizar-se pela própria culpa do saber incompleto.

Deus, o criador do universo, assim como dito em parágrafo anteriores, quer expansão, liberdade, ele quer ver a beleza do mundo pelos seus olhos, quer sentir o aroma das frutas e alimentos saudáveis e frondosos, quer caminhar por entre paisagens belas e diferentes, quer roupas confortáveis e luxuosas, quer a saúde, quer que as famílias e os povos mostrem todo seu potencial, por isso ele quer que você viva realmente e não apenas sobreviva.

De forma estratégica, isto é, com visão de longo prazo, atribui à ciência para ficar rico 3 sentimentos ou estados de espírito para a realização material:

  1. gratidão;
  2. fé;
  3. força de vontade.

Em relação a gratidão, o autor mostra que esta é essencial para a realização material uma vez que esta aproxima a nossa mente da mente do criador e, conforme sua proximidade, a intensidade e velocidade da gratidão é diretamente proporcional à sua realização.

Os efeitos opostos da gratidão, que é a preguiça de pensar, a comodidade, inveja, a miséria o “ver as coisas como elas realmente são”, afastadas da fonte primordial que é jovem, alegre e grata, molda a nossa mente à imagens igualmente ruins, atraindo-as.

Portanto, deixar com que a mente dê atenção “às coisas do mundo” faz com que nossa mente moldável como é, se adapte e se sujeite à miséria, fome e à carência.

Seja grato por tudo aquilo que já têm, seja sua saúde, ao seu corpo, a cidade em que mora, a seus amigos a seus familiares, aos bens que já ganhou. Wallace Wattles comenta que não devemos passar as horas do dia reclamando e falando mau de pessoas que já estão no poder, sejam elas ricos empresários ou políticos, pois cada qual destes, de uma ou de outra forma contribui com a sociedade pela forma a qual esta está organizada e, como dito anteriormente, tudo o que é seu virá de uma fonte inesgotável a qual têm para todos.

Sendo grato por aquilo que já possui, não se tratando somente de objetos, mas a experiências e por aquilo que você é como pessoa, atrai mais coisas boas, mais coisas pelas quais você será grato, como um feixe ou caminho da realização.

Em relação à fé, o autor cita que o exercício da fé não significa que devemos reservar uma hora do dia ou da noite, um templo ou uma sinagoga específica para orar ou agradecer, não sendo tal necessário. 

Afirma que tais práticas têm sim seu valor, mas que seria muito mais útil incorporar a prática da fé no dia a dia, no exercício das atividades normais do ser humano, seja na profissão ou no relacionamento em si com outras pessoas.

A fé deve ser constante, inabalável, deve propiciar uma visão interior clara, realmente sentida.

Portanto a fé é mais do que a simples visualização da imagem mental do seu desejo, seja este um carro, um apartamento, a construção de uma família, a direção de uma empresa com ou sem fins lucrativos ou a constatação de altos dígitos na conta bancária ou conta de investimento, ela exige mais, a mente superior, que faz parte do divino, esta mente sem forma, pronta para ser impressa e materializada no planeta terra, quer e precisa que a pessoa vivencie a satisfação da posse de tal realização antecipadamente à realização, ou seja, que ela seja grata e tenha fé que o objeto de desejo já está a caminho, que sua realização já se deu na matéria fina, bastando apenas a concretização, por mera questão de tempo.

Em relação à força de vontade, o autor adverte que esta não deve ser impressa em relação à outras pessoas, isto é, não se pode usar o poder do pensamento para insuflar ou demover o livre arbítrio de uma pessoa, assim como não se deve usar a força física para subjugar um outro alguém.

Tentar tomar a força algo de uma pessoa pela força do pensamento criativo ou subtrair algo de outra pessoa por força física fazem o mesmo efeito e têm resultados similares. Em ambos os casos se trata de roubo, fazendo que o outro seja mero escravo de seus desejos, tendo péssimas consequências.

Um ponto interessante que o livro ressalta é que não há necessidade de tentar, a todo custo, subjugar ou conquistar outras pessoas, tal é fruto do pensamento antigo baseado na escassez. O maior movimento que o Ser humano pode fazer é dentro dele mesmo, dentro de sua própria casa, em seu íntimo, no seu quarto, ali todas as coisas podem ser geradas e colocadas em movimento, veja o trabalho dos artistas, cientistas, professores etc…

O autor volta a quebrar outro paradigma bem forte arraigado na mente de milhares de pessoas que acreditam estarem no caminho do bem e da salvação: bem intencionadas, pessoas, jornais, revistas, manchetes, instituições de caridade, religiões amam falar da pobreza, de todas as suas nuances, aspectos, detalhando como ela atua e quiçá como ela se alastra na humanidade, não, não é assim que a riqueza irá desaparecer da face da terra, mas sim opostamente, deve-se tentar entender como funciona a riqueza, como os ricos pensam, como agem, como fazem negócio, como podem automatizar tarefas, como aumentar o valor da hora de trabalho, como investir em imóveis, ações etc.

O autor ressalta que não se trata de ignorar, de ser durão ou miserável, avarento para com as necessidades do próximo, este podem ser ajudados, podem ser objetivo de caridade, mas a caridade em si pode reduzir-se a um mero entretenimento do pobre, para que este esqueça momentaneamente de sua fragilidade, bem como não ajudará de longo prazo quem mais precisa.

O pobre precisa de inspiração, mais do que caridade, a inspiração pode removê-lo definitivamente da pobreza, criando oportunidade para o mesmo ainda que diante de dificuldades.

Assim como a gratidão aproxima a pessoa da realização, falar com pessoas ricas, estudar onde elas estudam, ler o que elas leem, falar de abundância, fartura e prosperidade, falar de negócios, de juros compostos, do mercado financeiro, aproxima a mente na realização destas coisas, moldando o pensamento, comportamento e por fim tendo resultados similares à pessoas que já estão ricas.

Continuando o livro, o autor fala que não há necessidade de estudar outros livros sobre o tema de riqueza, ao menos até se tornar rico. Reforça que a melhor maneira de erradicar a pobreza na terra é se tornando rico, em uma forma de inspirar e mostrar a felicidade para as pessoas pobres; Porque falar de pobreza, do demônio, de como as coisas estão piorando se, na verdade, tudo caminha para o progresso e para Deus? não será bem melhor focar naquilo que deseja do que naquilo que deseja evitar?

O autor deixa claro que, para agir da maneira correta, a pessoa que deseja enriquecer deve lembrar-se que ela deve agir com os recursos ou ferramentas, bem como com as pessoas que estão agora em contato com ela, e não imaginar ou sonhar que elas ainda devam entrar em contato.

Com o pensamento correto, descrito nos parágrafos anteriores, no qual a pessoa têm uma clara visão daquilo que quer, bem como gratidão e firme propósito de sua realização, a pessoa consegue que a prata e o ouro venha a seu encontro, no entanto, sem a ação correta, o recebimento se torna inviável.

Afirma que várias são as pessoas inclusive que fazem o percurso inverso, isto é, agem da maneira correta e, portanto, fazem com que o recebimento daquilo que é delas chegue na hora correta, no entanto, como não têm visão clara daquilo que querem, deixam passar a oportunidades e perdem o momento do recebimento.

Portanto, são dois fatores essenciais para se tornar rico, o pensamento correto, por meio da visão, e a ação correta, por meio das atitudes e comportamento correto.

A Ação correta deve ater-se ao momento presente, quanto ao passado, não se têm controle, o que foi feito, seja certo ou errado, serve como aprendizado para o futuro, o que está no futuro também não temos acesso, não é correto imaginar-se nele e tomando atitudes a ou b caso isso ou aquilo aconteça, devemos ter confiança de que quando os problemas acontecerem teremos o discernimento para tomar as decisões corretas.

Não houve e não haverá melhor momento para agir do que agora, com as pessoas e recursos que temos disponíveis. (Quem não têm cão caça com gato) Continua>>>

créditos da imagem: Image by Dean Moriarty from Pixabay

Sobre o Autor

Fernando Pinheiro administrator

Fernando Pinheiro é formado em Administração de Empresas com especialização em Gestão Empresarial. Professor convidado em várias Universidades do Noroeste e Norte do Paraná, montou este blogue sobre Finanças e Investimentos para ajudar a você se tornar mais próspero.

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