Resenha do Livro – Faça fortuna com ações antes que seja tarde – Parte 03

porFernando Pinheiro

Resenha do Livro – Faça fortuna com ações antes que seja tarde – Parte 038 min read

Atenção: a resenha não é um resumo, isto é, não representa uma cópia ou análise fiel da obra referenciada, são apenas comentários e observações do livro, caso queira adquirir a obra na íntegra, clicar neste link: e-book da amazon

Faça Fortuna com Ações Antes que Seja TardePara fechar a abordagem dos manipuladores, o autor afirma que estes não tem interesse em degladiarem-se, uma vez que suas atitudes, seja para alta ou queda, são rapidamente “copiadas” pela manada da bolsa, investidores institucionais e pessoas físicas, os quais irão seguir a tendência, e massacrar quem estiver no caminho, inclusive os manipuladores, não resta a eles outra escolha, no curto prazo, a não ser, usufruir a tendência que eles mesmos criaram.

Dado interessante: toda a movimentação de papéis da bolsa, diária, não ultrapassa 5% do seu potencial verdadeiro, que são “segurados” pelos sócios maioritários.

Bazin cita que artigos científicos foram publicados com estudos de 10 anos de duração (The stock exchange – A short Study of investment and speculation, Oxford University, 1948, Francis W. Hirst) , nos EUA, baseados em fichas de especuladores, nas corretoras de valores e concluiu:

– Especuladores de curto prazo, em média, perdem 70% do que aplicam;

– Especuladores ganham quando iniciam no processo, abusam do crédito, depois perdem o que conseguiram, as vezes com prejuízo.

– Curto prazo é pura jogatina.

– A tendência é comprar a preço alto e vender caro;

verificar estratégia de comprar a termo e vender a descoberto, se precisar o investidor realizar o exercício da venda coloca aquilo que foi comprado a termo, cuja estratégia funciona com bolsa em alta, mas em baixa deve se cumprir as garantias/margem para liquidar as dívidas.

No livro Bazin cita que conversou com um “Institucional” certa vez e que este, após dispensar vários analistas, por achar que estes tinham os mesmos resultados de empresas que vendiam relatórios de análise, a preço baixo, passou a ter certos critérios a investir em papéis. Um deles é ter na carteira empresas que trabalham com alimentação e bebidas, pois vendem bem mesmo em época de crise…outros critérios foram estudados anteriormente, entre os quais dívida limitada, não superior a 35% o patrimônio líquido, lucros constantes, empresa sólida no ramo, que tenha diferentes fontes de renda, que não seja da área de vestuário pois são muitos os concorrentes, etc.

Na mesma conversa com um “institucional” ele presenciou, por meio de uma chamada telefônica, o encarregado da instituição efetuar uma ordem cuja duração seria de 60 dias aproximadamente, e a meta era comprar 2% de participação da Ericsson, independente do preço. Isto confirma o que Benjamin Graham comenta, quando diz que uma vez descoberta uma ação barata e boa, não se olha o preço, pois o valor fala mais alto.

Também diz que empresas securitárias são obrigadas por lei a comprar ações, bancos comerciais, de investimentos e empresas privadas o fazem não por imposição legal mas para diversificação de portfólio…

Em conversa com um investidor fundamentalista, Bazin diz que este não estuda a fundo nenhuma empresa, tão somente “puxa” as top 5 empresas com maior peso na carteira de um grande fundo de pensão e compra por igual. De duas uma ou as duas: ou o papel sobe nos próximos meses ou lhe rende bons dividendos….

Como bom fundamentalista, Bazin disse que tanto donos de corretora como especialistas em investimentos deveriam aproveitar o melhor momento da entrar na bolsa, ou em uma ação específica, que é quando está em baixa. Momento de euforia, de alta, é para sair, vender…

No livro, Bazin coloca um trecho de uma bela reportagem, da revista exame, de julho de 92, onde um senhor, Carlos Alberto Rocha, investidor da bolsa por 30 anos, passa seus 46 anos de idade vivendo na chamada mordomia, uma vez que tem vida de empresário de sucesso sem funcionários, sem escritório ou tendo de cumprir jornada de trabalho. Passou, pouco a pouco, vender indicações de quais empresas investir e investir ele mesmo nestas ações, vivendo, depois de todos estes anos, somente de dividendos..

Numa determinada altura, Bazin revela que, na época de lançamento do livro, conseguia um salário equivalente de um presidente de empresa, somente com os dividendos de empresas bem sucedidas, onde 50% era de bancos e 50% de empresas mistas.

Assim como a crítica previa, do presente livro descrevia, assim foi no capítulo destinado “Os culpados pela má fama da bolsa” a imprensa é culpada porque ganha dinheiro com sensacionalismo e drama. Se interessa pela bolsa ou quando está em alta estratosférica ou em baixa extrema, procura os responsáveis que são todos, menos as causas reais dela, a imprensa acredita que a bolsa é uma espécie de termômetro político, que a culpa está na saída ou entrada de dinheiro dos estrangeiros, dos níveis de emprego, renda, inflação…afirma que quem gosta também destes palavrórios e verborragia são os acadêmicos que tem teoria e não tem dinheiro, Bazin e os investidores de verdade tem dinheiro e não teoria…A causa básica das altas e baixa o autor afirma ser sim, a ação de manipuladores da bolsa, que já comentou em parte anterior do livro e o simples fato de preços em geral estarem altos quando ocorre o crash ou baixos quando ocorre o boom. Nada mais. Não há necessidade de ler noticiários diários sobre a bolsa para estar informado

Do papel do governo, Bazin comenta que, dependendo da alíquota em que as instituições são obrigadas a colocar dinheiro na bolsa, ela sofre queda ou sobe, portanto, sob as rédeas do governo. Puxar quando se deram as alterações de lei neste quesito e verificar se houve alta, baixa ou se o índice Bovespa permaneceu o mesmo, no quesito acima, verificar o índice de 1972 e 1971 quando p governo obrigou os fundos de pensão a destinarem 30% de suas reservas ao FNDE.

Bazin também, em sua jornada de décadas de bolsa, aponta várias falhas nesta instituição, por exemplo:

a) queda abrupta ou alta inesperada poucos dias antes da apuração do lucro ou prejuízo das empresas na bolsa, o que se daria somente se alguém tivesse informações privilegiadas do balanço da empresa – insider -.

b) Quando a bolsa toma medidas somente meses após a queda vertiginosa ou alta de preços os quais, algumas vezes, são maquiados, ou forjados por empresas fantasmas;

c)Quando permitem que a liquidez real da bolsa esteja concentrada em poucas empresas, em vez de ampla popularização e facilitação de IPOS e democratização do acesso ao mercado de capitais

d)Quando instiga os investidores a venderem seus papéis quando os preços estão em alta, somente assim visando lucros de corretagem, em vez de ensinar como a ficar com papéis bons, quiçá a vida toda..vide Coca Cola, Jhonson e Jhonson, Banco do Brasil etc..

Algumas das tarefas a fazer com opções:

a) Procurar comprar ações que pagam bons dividendos por valor menor do mercado, isto é, com desconto

Bazin ainda irá falar de uma das melhores estratégias para quem utiliza a estratégia buy and hold e Valuation: compra a ação com desconto, isto é, compra a opção a seco, numa espécie de compra a prazo, onde, no vencimento, o preço da ação esteja igual ou superior o valor presente, tendo lucro, portanto, da diferença que o mercado a vista, caso subir. Exercer o direito de compra. Procurar não vender, se já usou o método da precificação/valor dado neste mesmo livro. Dá para fazer dinheiro relativamente rápido, entre 2 ou 3 meses, desde que haja boa diferença entre preço do prêmio e o exercício da ação, num mercado altista.

Bazin, por experiência e estatística, coloca que o lucro em opções se dá nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro por causa do fechamento de balanços

No livro Bazin da o estudo de caso perfeito com o lucro de uma operação em opções as quais não foram exercidas, trabalhou-se, portanto, somente com os valores de prêmio. Era o caso de opções do BB, fortes, dificilmente cai, final do ano, véspera de distribuição de dividendos, historicamente altos, cotação no mercado a vista 9, preço de exercício a 11, opção a meros 0,20 centavos. Em menos de 30 dias estavam vendendo a opção a 4 reais, lucro de 20x o capital Inicial!

levar para um especialista o que o autor chama de trava de super hedge, onde não se emprega capital nenhum, apenas se ganha na diferença entre dois contratos de opções. Entrar com duas operações, uma vendido e outra comprado. A diferença do prêmio deve ser, no mínimo, a diferença do preço de exercício entre as duas ações. Bazin coloca as hipóteses em uma tabela e mostra que, independente da situação que ocorrer, tanto para uma ou outra opção a pessoa tende a não perder grana, pois em opções há a possibilidade de não exercer o direito de comprar a ação ou a não obrigação de vender, caso seja vantajoso o investidor usar o mercado à vista.

Sobre o Autor

Fernando Pinheiro administrator

Fernando Pinheiro é formado em Administração de Empresas com especialização em Gestão Empresarial. Professor convidado em várias Universidades do Noroeste e Norte do Paraná, montou este blogue sobre Finanças e Investimentos para ajudar a você se tornar mais próspero.