Resenha do Livro O investidor Inteligente – parte 01

porFernando Pinheiro

Resenha do Livro O investidor Inteligente – parte 016 min read

Atenção: a resenha não é um resumo, isto é, não representa uma cópia ou análise fiel da obra referenciada, são apenas comentários e observações do livro, caso queira adquirir a obra na íntegra, clicar neste link: e-book da amazon.

Livro O Investidor InteligenteBenjamin comenta aos investidores colocar ao menos 20% da carteira de ativos em títulos…segundo Ben, independente da situação do mercado.

Indica aplicar 100% em ações somente se tiver 01 ano de poupança bem segura (reserva de emergência) e somente se já passou por crise econômica, pois as próximas estão a vir, inevitavelmente, como aconteceu no ano 2000 e 2008/2009, qual será a próxima?

Indica periodicamente, por exemplo a cada 6 meses, ou 1 ano, rebalancear a carteira, de acordo com o perfil do investidor, se agressiva 80% ações, 20% títulos, por exemplo, é natural que a porcentagem da carteira composta de ações, aumente em termos de valor de maneira mais rápida do que a parte da carteira composta de títulos públicos, sendo assim, rebalancear a carteira nada mais é do que vender algumas ações para comprar títulos, a fim de “voltar” a porcentagem 80/20, para aqueles considerados arrojados. Assim como outros autores, afirma ter um mínimo de 10 ações, no máximo 30, mostrando, com isso, que não há necessidade de possuir várias dezenas de ações, mas sim, em vez disso, especializar-se nos mercados os quais está aplicando.

Outros critérios que a empresa seja grande, forte às crises e que pague dividendos constantes, além de lucros sucessivos…

Investimentos mensais, ainda que fixos, são convalidados, por pesquisas realizadas por mais de 20 anos, como melhor estratégia de investimentos, longo prazo.

Interessante comentário do autor ao afirmar que uma empresa conservadora é aquela onde a metade de seu capital é próprio como máquinas, equipamentos, frota e liquidez, outra metade é de investimento de terceiros, por via das ações…isso se explica no fato de que, se precisar, ela vende tudo e consegue pagar credores..a menos que sejam empresas estatais, que conseguem imprimir dinheiro, o capital próprio seria de 30% para cima.

No livro o autor recomenda colocar grana em empresas com valor acima de 50 milhões, isto é, empresas cujo capital seja expressivo, com diminutas possibilidades de falência, devemos lembrar que, devido a inflação ocorrida da data da publicação do livro até os dias de hoje, estes valores devem ser corrigidos, este valor, nos dias de hoje, corrigidos, para a realidade brasileira, se multiplicou em aproximadamente 10x, sendo interessante aplicar em empresas com capital a partir de R$500.000.000,00 – quinhentos milhões de reais.

No livro ainda coloca aquelas que o ocupam posição no mercado ou seja que fazem parte das maiores, pegue as 100 maiores ela deve estar entre as 30 primeiras. Autor critica comprar ações de uma empresa somente porque a conhece, mas sim deve se analisá-la contabilmente.

sites para compra de ações americanas:

●Share builder – https://www.fnb.co.za

●Foliofn – https://www.folioinvesting.com

Nos EUA, é permitido comprar ações diretamente de empresas, sem precisar de corretoras.

Dripcentral – https://www.dripcentral.com/

Uma estratégia boa recomendada no livro, para investidores defensivos, é possuir em vez de 1, três tipos de Etf’s: uma da Standard and Poor’s (500 maiores companhias dos EUA) Etf, outra de títulos públicos e Etfs de ações estrangeiras, por exemplo América latina – Brasil.

Assim quando perde em um, ganha em outro, qualquer setor que cair, o outro compensa, chamado piloto automático de investimento, desde que aplicado sistematicamente, ao longo dos anos.

“As negociações realizadas em um mesmo dia, Day trades, são uma das melhores armas já inventadas para cometer suicídio financeiro”

Graham recomenda, não comprar IPO’s pois não há dados, em geral para comprá-la. Na maioria das vezes somente um pequeno grupo de pessoas, bancos e empresas privadas a compram antes de vir ao mercado, poucos dias ou horas depois seu preço é vendido estratosfericamente…semanas ou meses depois, assim que investidores iniciais se desfazem das ações, ela despenca, pois há possibilidade de não possuir valor real, ainda não há geração de renda/caixa, capital ou estrutura para pagar todos os credores e investidores, assim, a ação vai para o buraco.

O autor recomenda a compra de ações de empresas grandes, não pequenas, desde que estas estejam subvalorizadas, desprezadas ou impopulares, numa trajetória de buy and hold de 1 a 5 anos e depois vender…em vez de comprar de empresas que estão no topo, na euforia, cuja escala ou vida útil tenderá a se manter e depois cair.

Uma forma de identificar se uma empresa está com preço baixo, contabilmente é: verificar se seu preço baixo não se dá por uma notícia isolada…que não reflete o ganho/ lucro real da companhia e também se o preço da ação ordinária está menor do que o capital de giro liquido após a dedução de todos os impostos.

O autor cita ao menos 5 motivos para comprar ações de grandes empresas as quais estão subvalorizadas:

1- retorno de dividendos é alto;

2- os lucros reinvestidos farão diferença longo prazo;

3- se o mercado for altista, será generoso com aquelas mal valorizadas;

4- os preços tendem a se ajustar mesmo num mercado instável;

5- ainda que haja resultados decepcionantes, pode haver mudança de diretoria e gestão, o que muitas vezes aumenta o valor das ações;

Não compre ações baratas por estarem com pedidos judiciais de falência.

Interessante que o autor proíbe os investidores comprarem obrigações estrangeiras…sendo essas, por exemplo títulos do tesouro direto..ou do tesouro da Argentina a qual, efetivamente apresenta risco muito alto

O foco deve ser para o perfil investidor defensivo: segurança, simplicidade de escolha e promessa de resultados satisfatórios.

O livro comenta de estar atento ao momento de vender a ação quando estiver supervalorizada, guardar o lucro em títulos e; quando o valor voltar a baixar, comprar as ações novamente.

Não compre ações cuja proporção preço/lucro seja maior que 25 a 30 vezes. lembrando que a relação P/L significa preço/ lucro…

Para saber tal relação você deve ter anotado o total do lucro da empresa dividido pelo total de ações emitidas…assim saberá quanto vale, baseado no lucro cada ação…divida este dado pelo preço pago na ação.

Em relação as quedas e altas do mercado o autor apresenta “O Sr. Mercado” – podendo ser entendido aqui como a grande massa. Continua>>>

Sobre o Autor

Fernando Pinheiro administrator

Fernando Pinheiro é formado em Administração de Empresas com especialização em Gestão Empresarial. Professor convidado em várias Universidades do Noroeste e Norte do Paraná, montou este blogue sobre Finanças e Investimentos para ajudar a você se tornar mais próspero.