Resenha do Livro O investidor Inteligente – parte 03

porFernando Pinheiro

Resenha do Livro O investidor Inteligente – parte 036 min read

Atenção: a resenha não é um resumo, isto é, não representa uma cópia ou análise fiel da obra referenciada, são apenas comentários e observações do livro, caso queira adquirir a obra na íntegra, clicar neste link: e-book da amazon.

Livro O Investidor Inteligente[…] no entanto há fundos mais em conta. Em todo caso, para investidores pequenos, iniciantes ou com baixo volume de capital, o interessante ainda continua sendo investir individualmente, ação por ação, sem a necessidade de aplicar em fundos de investimentos.

Na média dos últimos 50 anos Graham pesquisou os maiores fundos de investimento nos EUA, os quais comportaram mais que 30% de todo o capital investido por ele e percebeu que renderam sim, mais que o índice Dow Jones na maioria das vezes.

Em termos de montante, nos EUA, os fundos correspondem a 17 trilhões de dólares, na década de 70 eram apenas 54 bilhões de dólares. Um aumento de mais de 1000%

Neste link encontra se um pdf mostrando o perfil do investidor americano em fundos mútuos, sua característica demográfica, de renda e valores que possui aplicado, bem como objetivos desta economia:

https://www.ici.org/research/investors.

Ali vemos por exemplo que a maioria ganha mais que 100.000 dólares ao ano, possui ao menos uma faculdade completa e trabalha full time, tendo como objetivo primeiro a aposentadoria, seguido de aposentar se por conta própria, entre outros reserva de emergência.

Outro link o qual mostra a rentabilidade dos maiores fundos de ações dos EUA:

http://news.morningstar.com/fund-category-returns/

Alguns fundos de investimento no Brasil apresenta rentabilidades de 100 a 200% anuais!

E válido lembrar, mesmo no Brasil, alguns autores comentaram sobre os fundos de investimento como ponto de partida para aplicações, haja vista que muitos propiciam, abertamente, que se olhe quais ações ou aplicações fazem parte daquele portfólio.

Graham indica investir em fundos os quais tenham ao menos 5 anos de existência, seus custos devem ser colocadas no papel e seus gestores devem ser analisados.

Afirma de maneira histórica que fundos com rentabilidade estratosféricas podem dar certo, atrair grande número de investidores no curto prazo mas que não se mantém ao longo dos anos.

O perfil do jovem gestor financeiro no final da década de 60 era de menos de 35 anos arrojado, enérgico que aplicava em ações de empresas pequenas, promissoras e quentes, que nem distribuem dividendos, mas que, como o senhor mercado nunca falha, viam logo após um tempo seus lucros despencarem, fazendo os investidores aprenderem mais que os gestores.

Agora uma dica legal, prática do livro é a que indica, se comprar cotas de fundos, que o faça em fundos de capital fechado em vez de aberto. Em suas pesquisas as quais mostra por meio de tabelas e elencadas por nome, o autor mostra que aquelas de capital aberto, cujas ações são negociadas na bolsa de valores, são as quais permitem a compra e venda diária das cotas, procura vendê-las com um deságio para o comprador de até 9% para compensar os custos administrativos da operação e aquelas com capital fechado, cujos compradores e vendedores são constituídos de pessoas as quais negociam os ativos por meio de balcão de negócios, não em bolsa de valores. Uma das vantagens é a rentabilidade de tais ações.

Logo abaixo um link da Infomoney mostrando a rentabilidade dos 10 melhores fundos de investimento os quais aparece a classificação se aberto ou fechado:

http://bit.ly/2HFabp4

Segundo o co autor do livro, Jason Weig, uma boa alternativa de investimento são os índices, os quais aqui no Brasil poderiam ser chamados de ETFS.

No entanto, algumas perguntas devem ser respondidas antes de sua aplicação:

Qual seu risco?

Quem é o gestor de sua carteira?

Quais seus custos operacionais e taxas?

Qual rentabilidade líquida?

O autor critica o uso de assessores para a administração de investimentos, classificando de ingênuo o indivíduo que o faz.

Os administradores de fundos, em geral, se limitam a colocar maior parte do dinheiro em títulos públicos, cujo foco é segurança e manutenção do fundo por anos, pois já se beneficiam das taxas de manutenção…Não procuram ir muito além deste. Por experiência, os fundos são interessantes na variável liquidez, isto é, para pessoas com dificuldade de manter reservas, digamos por menos de alguns dias, o fundo de investimento pode ser uma alternativa, uma vez que há fundos que permitem saque em 30 dias ou mais, isto é, limitam a capacidade de liquidez, sendo vantajosa para o investidor sem controle emocional.

Comenta da função do assessor financeiro o qual se deve tomar cuidado, pois também, enquanto empregado de corretora, ganha %, comissão de ordens de compra, por isso, não se deve buscar freneticamente suas indicações nem relatórios da própria casa de corretagem. O Benjamin afirmou ter exercido esta função por mais de 50 anos.

Nos comentários do autor coadjuvante, ele afirma que usar um assessor de investimento só se você estiver com finanças estouradas, não obter o mínimo de domínio das contas ou houver grande mudança de patrimônio, como herança ou ter de administrar bens de terceiros.

Criativamente, este autor elenca algumas frases taxativas as quais o assessor pode usar e que, se vistas, é um indicativo de cair fora:

●”Coloquei minha mãe nisso”

●”Não tem como dar errado”

●”Ninguém mais sabe disso, etc.”

●”Essa criança vai crescer”

● “Você não quer ficar rico?”

No livro é apresentado a lista de empresas as quais credenciam assessores que se devam prezar. Mostra as perguntas corretas a se fazer a assessores, tais quais suas estratégias, modos de avaliação se de curto ou longo prazo, se análise técnica ou fundamentalista etc.

Assessores em geral não cobram mais que 1% a.a. por isso administram carteiras que possuem mais de R$100.000,00 aplicados.

No final, o comentarista indica que o assessor deverá proteger você de si mesmo, de quanto gasta, quanto ganha, como lida com perdas, o que será fracasso ou sucesso, se esta disposto a ganhar até 10%, apenas, anualmente…

Graham indica que um dos primeiros fatores a se avaliar em empresa a investir seria seu balanço patrimonial. Outros 3 critérios:

Tamanho da companhia;

Valor dos ativos, ver se o valor das ações, que geralmente acompanha o crescimento dos lucros, é ascendente.

Outros fatores que influenciam os preços futuros de ações:

1- perspectivas de longo prazo: uma certa previsão sobre o que ocorrerá com a empresa dependendo do segmento a qual ela está inserida.

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Sobre o Autor

Fernando Pinheiro administrator

Fernando Pinheiro é formado em Administração de Empresas com especialização em Gestão Empresarial. Professor convidado em várias Universidades do Noroeste e Norte do Paraná, montou este blogue sobre Finanças e Investimentos para ajudar a você se tornar mais próspero.