Resenha do livro Guia do Pai Rico: O negócio do sec. XXI – Parte 01

porFernando Pinheiro

Resenha do livro Guia do Pai Rico: O negócio do sec. XXI – Parte 015 min read

Atenção: a resenha não é um resumo, isto é, não representa uma cópia ou representação fiel da obra referenciada, são apenas comentários e observações do livro, caso queira adquirir a obra na íntegra, clicar neste link: e-book da amazon.

Capítulo 1 – As regras mudaram

Ouça o áudio do livro aqui:

No livro, Kiyosaki inicia sua argumentação mostrando como as empresas e indivíduos vem falhando catastroficamente, no sentido de viverem atreladas a um pensamento e estilo de vida nos moldes da década de 50 e 60.

Por exemplo ele afirma a GM gigante na área da indústria automobilística, que chegou a pedir falência, por pouco não fechou todas as suas portas, por terem modelos de negócios jurássicos.

Só no Brasil, contando com pessoas que não têm carteira assinada, são 12 milhões de pessoas, basicamente 12% da população ativa sem emprego, (agenciadenoticias.ibge.gov.br, acessado setembro/19) e, mesmo nos estados Unidos, a maioria da população vive com menos de 3 mil dólares em suas contas bancárias, por viverem na eterna corrida dos ratos, que é trabalhar, gastar e descansar, sair de casa para o trabalho, realizar compras e voltar a rotina no dia seguinte, na esperança de que suas aposentadorias lhe trarão um futuro tranquilo.

Os sistemas de aposentadorias está totalmente obsoleto, o que realmente é um dado bem acertado de Kiyosaki, uma vez que no Brasil recentemente, em 2019 foram aprovadas leis as quais, basicamente, obrigam o trabalhador a trabalhar mais, 62 anos de idade da para a mulher e 65 anos de idade para o homem, isto é, aumentou em número de anos o tempo a se trabalhar, antes havia a possibilidade de se aposentar a qualquer tempo, dependendo do tempo de serviço apresentado, agora a idade mínima vale para todos.

Portanto, na parte introdutória, o autor mostra, por meio de dados qualitativos e quantitativos, que realmente a economia está a mudar, e que, automaticamente, novos meios de se fazer negócio e de se alcançar a liberdade e tranquilidade financeira devem ser pensados.

A questão não é a economia, a questão é você.

a melhor maneira de prever o futuro é criá-lo” Peter Drucker

Capítulo 2 O lado positivo

O autor relembra que as maiores empresas como Walt Disney e Microsoft surgiram na crise, faz a alegoria que a crise é como o inverno, que propicia o melhor momento de acender uma labareda de fogo para se esquentar da mesma forma que é o melhor momento de empreender.

Se não fosse o empreendedorismo estaríamos ainda na época das cavernas.

Antigamente, antes da era industrial, que surgiu no início do séc. XX, quando as pessoas ainda eram basicamente agrárias, vivendo e trabalhando no campo, eram empreendedoras, pois tinham de gerar sua própria renda e ainda pagavam os devidos impostos.

Agora está chegando uma era onde as pessoas devem sair do mito do emprego, estável e seguro, para voltar a empreender, para serem donas de seu próprio horário e fazer com ele o que mais gostam, seja produzir mais, estar com a família, viajar etc…

Há a afirmação de que o sistema de geração de empregados e militares surgiu pelo 1º ministro da Prússia no início do séc XIX, quando a expectativa de vida era de apenas 45 anos, então era vantajoso prometer, pelo governo, que as pessoas iriam ter renda vitalícia depois dos 65 anos. Porém, com a expectativa de vida aumentando para 85 anos, esse modelo tenderá à falência inevitavelmente.

Por isso, o melhor momento para se empreender é o agora, e para isto, basta que o leitor conheça a si mesmo e dê o primeiro passo.

Segundo a revista forbes, os ricos podem ser definidos como aqueles que ganham mais de 1 milhão de dólares por mês e os pobres, com menos de 25000 dólares por ano.

Capítulo 3 – Onde você vive?

Ao reanalisar o quadrante cashflow, o autor nos relembra que a grande maioria das pessoas passa a vida como E de empregadas, e, após um ou dois cursos de especialização, ficam doidas para se demitirem e ficarem sem chefe, no entanto, ao se tornarem autônomas, apenas passam para a responsabilidade de culpar a si próprias, e não seu chefe, e com o tormento de se verem sem tempo de férias ou ainda o temor do governo, passam para o quadrante A de Autônomas, com isso, resolveram parte do problema por chamarem a responsabilidade para si, mas ainda estão defasadas, pois seria melhor estar no quadrante D de Donas do próprio negócio, pois assim, mesmo que em férias, sabem que suas empresas continuam rendendo, que há pessoas trabalhando para eles, e, dependendo do número de funcionários ou quantidade a ser produzida, podem controlar suas receitas e despesas, isto é ter tanta autonomia quando o autônomo, sem chefes e controlando seu tempo.

Ainda assim, nenhum é tão bom quanto o I de Investidor, que têm todos os benefícios citados e cujas despesas e ônus são direcionados pelos administradores e gerentes do negócio.

Afirma que quando as pessoas querem mudar, já cansadas de seus empregos, para uma situação melhor, pensam em mudar de emprego, em vez de quadrante. Continua>>>

Sobre o Autor

Fernando Pinheiro administrator

Fernando Pinheiro é formado em Administração de Empresas com especialização em Gestão Empresarial. Professor convidado em várias Universidades do Noroeste e Norte do Paraná, montou este blogue sobre Finanças e Investimentos para ajudar a você se tornar mais próspero.